sexta-feira, 18 de junho de 2010

ROMANTISMO - PROSA

      Objetivos: Incentivar  o aluno a leitura de livros da Literatura Brasileira. Apresentar a obra Senhora de José de Alencar.


      A professora mostrará aos alunos o episódio 5 (Senhora) da série da TV CULTURA - Tudo que sólido pode derreter.


    

      Tudo o que é Sólido Pode Derreter é uma série juvenil que busca explorar de forma atraente e com bom muito humor o universo adolescente a partir do cotidiano de uma jovem, Thereza, que estuda na escola grandes obras da literatura de língua portuguesa, descobrindo e envolvendo-se com suas histórias.
Produzida pela Ioiô Filmes em parceria com a TV Cultura, a série é derivada do premiado curta-metragem de mesmo nome, dirigido por Rafael Gomes, que agora adapta a trama para uma construção dramatúrgica em capítulos.
      A série busca equilibrar um tom realista, de observação das dores e alegrias da personagem adolescente, e o lado fantasioso de encontro entre a vida real urbana com todo um universo ficcional distinto, que possibilita à mente jovem ousados voos associativos e imaginativos. Possui um ponto de vista bastante subjetivo. O espectador é sempre guiado pelo olhar da protagonista e a costura entre seu cotidiano e a obra por ela estudada se dá através do seu mundo e de seus sentimentos.

  Depois desta introdução um breve relato sobre o enredo deste clássico da Literatura Brasileira será apresentado.

RESUMO DO LIVRO SENHORA DE JOSÉ DE ALENCAR

     Aurélia Camargo, moça pobre, torna-se rica graças à herança do avô, recebida aos l8 anos, quando é apresentada à sociedade fluminense. Encanta a todos com sua esplendorosa beleza. Órfã, tem em sua companhia uma parenta viúva, D. Firmina Mascarenhas, mas é Aurélia quem governa a casa como bem entende. A velha senhora é uma espécie de "mãe de encomenda", forma de não chocar aqueles que se opõem à emancipação feminina.

      Sua beleza desperta o interesse de muitos rapazes, sabendo, sagazmente, os riscos que corre. Revoltando-se, às vezes, contra sua riqueza por reconhecer nela um dos motivos para tantos admiradores. Por isso, a cada um atribui um valor em contos de réis, fato que os rapazes conhecem e os diverte diante de tanta franqueza da moça.

      Aurélia tem como tutor o irmão de sua mãe, o senhor Lemos que, vez por outra, é convocado para resolver problemas sem importância. Numa determinada manhã é chamado para discutir sobre o casamento da jovem. Surpreendentemente, ela lhe apresenta um negócio a ser entabulado para a obtenção do consentimento do futuro marido. Faz referência a Manuel Tavares do Amaral, empregado da alfândega, que ajustou o casamento da filha Adelaide por um dote de trinta contos com um rapaz recém-chegado ao Rio de Janeiro.

      Solicita ao senhor Lemos que a auxilie a desmanchar esse casamento, indicando que a moça deve se casar com o Dr Torquato Ribeiro, seu verdadeiro amor, repelido por ser pobre. Pede ao tutor para dar 50 contos de réis, retirados da herança de Aurélia, como dote a Ribeiro, porque deseja se casar com o moço prometido a Adelaide. O tio deve procurar o moço escolhido e lhe propor 100 contos de réis e casamento com separação de bens, mantendo absoluto segredo sobre quem faz a proposta.

      O preferido é Fernando Rodrigues de Seixas, rapaz de poucos recursos que conheceu na infância. Vive com a mãe e duas irmãs que o veneram. Órfão aos 18 anos, abandona o terceiro ano de Direito em São Paulo, ocupando o cargo de jornalista, tendo certo sucesso na imprensa fluminense. Em sociedade apresenta-se como moço rico, em casa, leva vida simples.

      Procurado pelo velho, o rapaz de pronto se nega a aceitar o acordo, entretanto, dias mais tarde, vai encontrá-lo para aceitar a proposta, desde que lhe sejam adiantados vinte contos de réis, sem dizer em que os aplicará. O adiantamento é aceito. Seixas se decide pelo acordo porque gastou as economias maternas e agora tem de dar à irmã um dote para seu casamento. Sente-se ainda mais angustiado, quando descobre que Aurélia sabe sobre a mudança do casamento com Adelaide. Triste, humilhado, mas temendo, acima de tudo, a pobreza, decide-se, confirmando seu propósito com Lemos.

      Após receber os vinte contos de réis, Seixas é apresentado à futura noiva. Pelo trajeto, vai sufocado pela humilhação a que se submete, contudo Lemos avisa que a moça nada sabe sobre o acordo. Dias mais tarde, oficializa o pedido de casamento, prontamente, aceito por Aurélia Camargo. A sociedade fluminense fica assombrada com a notícia, não podendo crer que com tantos admiradores ricos a escolha tenha recaído sobre um marido sem fortuna. A celebração é modesta com poucos convidados e os noivos se sentem felizes. Porém, quando ficam a sós, a moça se revela de forma cruel, mostrando-lhe desprezo e mencionando o acordo de cem contos de réis.

      A mãe de Aurélia, Emília se casara com um médico pobre, Pedro Camargo, filho natural de rico fazendeiro, Lourenço de Sousa Camargo, que manda buscar o filho sem reconhecer a união. Este parte para a fazenda paterna, mas não tendo coragem para enfrentá-lo, envia cartas amorosas à esposa e dinheiro para seu sustento. Após um ano de separação, o casal se reencontra, nascendo o primeiro filho, Emílio, que o pai só conhece aos 2 meses de idade. Passam a viver algumas semanas juntos e outras separados, temendo que o velho descubra tudo e não mais os ajude. Nasce a segunda filha, Aurélia.

      Emília nada pode revelar sobre seu casamento e, por isso, leva uma vida suspeita e obscura. Apesar de tudo, Pedro sustenta a família e educa bem os filhos. Após doze anos de convivência com a esposa e 36 anos de idade, Pedro sofre um golpe cruel. O pai lhe apresenta uma noiva de 15 anos, filha de rico fazendeiro. O moço se esconde em um rancho e aí morre de febre cerebral, deixando 3 contos de réis a um tropeiro para ser levado a Emília, sem mencionar a dor pela qual está passando. Assim, faz o homem e Emília perde para sempre a alegria de viver.

      Aurélia, na infância, leva vida modesta em companhia da mãe e do irmão, criatura fraca que é sempre ajudada, em seu trabalho de caixeiro, pela moça, sobrecarregada de tarefas. Morto o irmão, a mãe começa a preocupar-se com o destino da filha, falando-lhe constantemente sobre a necessidade de se casar e de se colocar à janela, pois bonita como é, logo arranjaria pretendentes. Apesar de desgostosa, Aurélia atende aos apelos. O tio Lemos logo corre à janela, agindo como candidato, mas a moça quer reatar laços com a família materna. O tio deixa-lhe um bilhete galanteador e a menina rompe de vez a amizade.

      O próximo a se candidatar é Fernando Seixas que, conquistando a atenção de Aurélia, passa a freqüentar-lhe a casa, sentindo-se constrangido em namorar moça tão pobre. Há, ainda, Eduardo Abreu, rapaz rico e de boa família que encantado com a beleza da menina, pede sua mão em casamento, mas Aurélia ama Seixas. A mãe resolve perguntar ao eleito sobre suas intenções em relação à filha, mas sabendo do interesse de Abreu pela garota, Fernando prefere perdê-la a fazê-la sofrer com sua pobreza, mas sabendo da recusa de Aurélia, volta e a pede em casamento.

      O senhor Lemos resolve interferir nos acontecimentos e ao encontrar o pai de Adelaide Amaral lhe fala sobre as vantagens do casamento da moça, já prometida a outro, com Seixas. O pai não gosta do pretendente da filha, Dr Torquato Ribeiro, porque pobre, não tem muito futuro pela frente. Passa a se interessar por Seixas e por isso o apresenta em casa. O rapaz começa a calcular as vantagens do casamento com Adelaide e, por fim, quando o chefe da casa lhe oferece o dote de 30 contos de réis, o aceita imediatamente. Aurélia recebe uma carta anônima dizendo que Fernando a trocou pelo dote de 30 contos de réis.

      A moça fica infeliz, mas, por outro lado, reencontra o avô, que decidira reconhecer mãe e filha. Desafortunadamente, tanto a mãe quanto o avô logo falecem. Um comerciante visita Aurélia e lhe traz o testamento de Lourenço de Sousa Camargo, reconhecendo-a como herdeira universal, lhe apresentando uma lista de seus bens e explicando sobre os negócios pendentes. Os parentes, que jamais se aproximaram dela, tão logo sabem sobre a herança, correm para vê-la, inclusive o tio Lemos, munido de uma nomeação para ser seu tutor. Mas Aurélia sabe muito bem conduzir os negócios, sobretudo graças ao aprendizado adquirido com o trabalho do irmão. A menina desamparada passa a morar com a parenta afastada, D.Firmina.

      Aurélia pensa em recusar a tutela, mas logo acha interessante ter um tutor que domina. Aceita-o sob a condição de jamais viver com a família que tanto desprezara a mãe. O casamento com Fernando Seixas é acertado pelos 100 contos de réis, revelados por ela na noite de núpcias, quando expõe todo seu desgosto para com o comportamento anterior do rapaz. Diante da fúria da noiva, afirma não amá-la, só se interessando pelo dote e, portanto, está pronto para atender suas ordens. Aflita, angustiada e surpresa, ordena que ele se retire. Passam a viver sob a aparência de casal feliz, mas se martirizam com ironias e sarcasmos, levando vidas separadas quando estão longe do convívio social.

      Passado alguns meses, Fernando fica sabendo que tem direito a 20 contos de réis, resultantes de um negócio feito quando solteiro. Pede um encontro reservado com a esposa e lhe restitui com juros os 100 contos de réis, contando-lhe sobre as circunstâncias que o levaram a agir assim. Aurélia declara seu amor, diz que o perdoa, pede que ele a ame e como prova de que não o engana, mostra-lhe seu testamento, passando-lhe tudo o que tem. Por fim, se beijam e se dão por felizes.
FONTE: http://www.oartigo.com/index.php?/resumos-e-resenhas/resumo-do-livro-senhora.html
    
      Após a explanação da professora os alunos, em grupo, deverão escrever tudo que entenderam sobre o episódio e o enredo da obra Senhora de José de Alencar.

PARA OBTER A OBRA COMPLETA ENTRE NO LINK ABAIXO:

http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=2026



PARA ASSISTIR AO EPISÓDIO - SENHORA ACESSE O LINK ABAIXO:
http://www.tvcultura.com.br/tudooqueesolido/player.php?id=675






segunda-feira, 14 de junho de 2010

PRONOME


      Objetivo: Introduzir o conceito de pronome, observando sua utilização no texto.


Páginas 101 e 102 do Livro Português Linguagens.

REVISÃO DO ARTIGO DE OPINIÃO

Objetivo: revisar o texto da Olimpíada de Língua Portuguesa.

      Com o artigo de opinião feito na oficina anterior, e depois de participar das atividades para esclarecer como criar um artigo de opinião, os alunos deverão seguir o roteiro abaixo e reescrever seu artigo a fim de que o mesmo possa ficar dentro das regras da escrita de um bom texto de opinião.

ROTEIRO



1) Seu artigo parte de uma questão polêmica?
2) Você colocou o leitor a par da questão?
3) Tomou uma posição?
4) Introduziu sua opinião com expressões como "penso que", "na minha opinião"?
5) Levou em consideração os pontos de vista de opositores para construir seus argumentos? Por exemplo: "Para fulano de tal, a questão é sem solução. Ele exagera, pois...".
6) Utilizou expressões que introduzem os argumentos, como "pois", "porque"?
7) Utilizou expressões para anunciar a conclusão, como: "então", "assim", "portanto"?
8) Concluiu o texto reforçando sua posição?
9) Verificou se a pontuação está correta?
10) Corrigiu os erros de ortografia?
11) Substituiu palavras repetidas e eliminou as desnecessárias?
12) Escreveu com letra legível para que todos possam entender?
13) Encontrou um bom título para o artigo?



domingo, 6 de junho de 2010

ARTIGO DE OPINIÃO SOBRE ASSUNTO REFERENTE AO MUNICÍPIO DE JAPERI

      Objetivo: Esta oficina vai levar o aluno a escrever individualmente seu primeiro artigo de opinião.

      A professora propôs uma discussão nas turmas para selecionarem problemas e potencialidades do município de Japeri. Após esse debate um tema foi escolhido pela turma para que cada aluno produzisse seu artigo de opinião. Nas três turmas de segundo ano os temas sugeridos foram:

PROBLEMAS - Limpeza urbana, falta de emprego, violência (várias formas), falta de saneamento básico, tráfico de drogas, transporte, falta de médicos nos postos, falta de curso técnico e universitário, local para diversão.

POTENCIALIDADES - Campode golfe, fábrica de reciclagem, Pico da Coragem, Jaceruba, Festas, Atendimento médico especializado (em algumas clínicas).

      Como exemplo da produção textual feita pelos alunos nesta oficina o artigo de opinião da aluna Lidyane (2001) está descrito abaixo:

A DEMORA NO SALVAMENTO MATA VÁRIAS PESSOAS

      Em Japeri, a falta de atendimento rápido prejudica o dia a dia de trabalhadores, levando as pessoas a morte. A demora de atendimento nos postos municipais feitas por ambulâncias levam pessoas ao stresse. 
      Quem trabalha nesse ramo justifica - para eles serem liberados para o socorro a chamada passa primeiro por uma cabine de atendimento, dali para um médico, retorna para a cabine e depois chega a ambulância.
      Talvez se o socorro fosse direto para o enfermeiros especializados em primeiros socorros melhoraria o dia a dia das pessoas no município e diminuiria o número de mortes.

LIDYANE ESTRELA, aluna do segundo ano do ensino médio do CIEP 207.




 

OFICINA DA OLIMPÍADA DA LÍNGUA PORTUGUESA

      Objetivo: Iniciar a escrita de um artigo de opinião.

      Os grupos deverão responder as questões abaixo e a partir das respostas escrever seu artigo de opinião.

1) Que tema vocês escolheram?
2) Qual opinião será defendida a esse respeito?
3) Que argumentos principais serão utilizados para isso?
4)  De que fatos ou dados deve-se partir?
5) O que será escrito na "introdução" de forma que possa indicar ao leitor qual é o contexto da discussão?
6) Como serão desenvolvidos os argumentos de forma que fiquem bem claro?
7) Como se pretende concluir?
8) Que título será mais adequado para já situar o leitor acerca da tese defendida e despertar o interesse dele?

      Vários temas foram escolhidos pelos grupos a fim de desenvolver seu primeiro artigo de opinião, entre eles: A falta de emprego, A falta de assistência nos postos de saúde, Esporte, A melhoria do meio de transporte, Meio Ambiente, Educação, Violência, Vandalismo, Segurança Pública, Saneamento básico, Crack, Gravidez na adolescência, Cachoeira de Jaceruba, Escola, Pichação, As pessoas que jogam lixo nas ruas, Eventos de Japeri, Falta de sinalização no trânsito, Lixo nas cachoeiras, Pico da Coragem. 





















  

quarta-feira, 2 de junho de 2010

terça-feira, 25 de maio de 2010

TERCEIRA OFICINA DA LÍNGUA PORTUGUESA

      Objetivo: Identificar no corpo do jornal um artigo de opinião e analiza-lo.

      Cada grupo recebeu um jornal e uma relação de perguntas e depois de ter escolhido o artigo de opinião deveriam responder o questionamento debatendo com o grupo. Esta aula ocorreu na biblioteca da escola.
1) Qual é a questão polêmica que o artigo discute?
2) Como o autor a retoma em seu texto?
3) Como se refere ao debate de que pretende participar?
4) Para que tipo de leitor ele se dirige?
5) Que aspectos do texto remetem a esse leitor?
6) Que posição, ou tese, o autor defende?
7) Que argumentos são utilizados para defender e / ou fundamentar essa tese?
8) Em que veículo o texto foi publicado?
9) É bastante conhecido do público?
10) Que tipo de autor o escreveu?
11) Além do nome, há mais informações sobre ele?
12) Qual é o assunto principal abordado pelo texto?
13) É atual ou ultrapassado em relação a data de publicação?
14) Parece relacionado a alguma notícia do mesmo período?
15) Que importância esssas informações podem tem para o leitor?
16) Com que finalidade esse assunto é abordado?


SEGUNDA OFICINA DA OLIMPÍADA DE LÍNGUA PORTUGUESA

      Objetivo: Analisar o artigo de opinião sugerido pelo manual da Olimpíada.

Internet e eleições

Joaquim Falcão
Especial para a Folha de S. Paulo

      Nas últimas eleições, a Justiça não permitiu internet na campanha eleitoral. Agora, o Senado permitiu. A Câmara dará a palavra final até o dia 3 de outubro. As eleições nunca mais serão as mesmas. Por múltiplas razões. Primeiro, o eleitor estará mais mobilizado e proativo.
      Jornais, revistas, rádio e televisão estabelecem comunicações de mão única. Deles para os eleitores. A internet é comunicação de mão dupla. Ou tripla. Dos eleitores com os candidatos, com os meios de comunicações e sobretudo entre si. Aliás, todos entre si. E, como o projeto não estabeleceu qualquer restrição às redes sociais — Orkut, Facebook, MySpace, UolK, Twitter —, nessas redes a campanha já começou. Não é preciso o cidadão esperar convenções de partidos ou escolha de candidatos.
      Uma consequência do cidadão mais proativo (sic) é que deverão aumentar as denúncias infundadas contra candidatos e partidos, bem como as defesas apaixonadas. Aumentarão as mentiras e os desmentidos. Todos ficarão mais expostos. Como a difusão é imediata, podem chegar a milhares e milhões de eleitores, o dano ou benefício é também imediato.
      Para os casos de injúria, calúnia e difamação haverá sempre o recurso da ida à Justiça. Que será sempre insuficiente. Porque é sempre a posterior. Quem terá que distinguir a mentira da verdade eletrônica será o próprio eleitor. A disputa ocorrerá na própria internet.
      De blogs contra blogs. De site contra site. De rede contra rede. A internet é uma arena. Um longo aprendizado da cidadania responsável está apenas começando. É verdade que rádio e televisão atingem mais brasileiros do que a internet. E que ainda é pequeno o uso da internet em casa. Mas o crescimento da internet é o maior de todas as mídias. A tendência é crescente e inevitável. Em julho, o número de usuários cresceu cerca de 10% em relação a junho. De 33 milhões para mais de 36 milhões.
      Sem contar as lan houses. A liberação da internet terá consequência de mão dupla: aumentará a participação dos cidadãos nas eleições e ao mesmo tempo estimulará mais usuários no dia a dia da internet. Segundo, é que o voto do eleitor jovem vai crescer em importância. Eles são quem mais usa internet. Representam mais do que 20% dos eleitores.
       A internet deve estimular a inclusão do jovem na política. Seus valores e interesses referentes, por exemplo, a sexo, família, ecologia e cultura são diferentes. Os jovens são mais atingidos na oferta e redução de emprego. Partidos e candidatos terão que ter propostas específicas para eles.
Terceiro, o uso da internet como infraestrutura para o financiamento popular do candidato e do partido também deve crescer. Não instantaneamente, é claro. Mas a internet agiliza a doação individual eletrônica através de transações bancárias, contas de telefone e cartões de créditos. São doações mais fáceis, rápidas, legais e de maior controle pela Justiça.
      Esse foi o diferencial decisivo na campanha de Obama. Sua campanha custou US$ 744,9 milhões, dos quais US$ 500 milhões arrecadados via internet.
      A contribuição média foi de US$ 77 por cidadão. Ou seja, R$ 145. O peso relativo das doações de campanha das empresas deve cair. Com microdoações pulverizadas, os candidatos estarão menos dependentes de um grupo, ou daquela empreiteira.
      Sem falar que será difícil a Justiça controlar a interferência ilegal de sites localizados em outros países. A internet é global. O risco, pequeno talvez, é de exportar a campanha eleitoral, para sites globais onde a lei brasileira não chega.
      Até agora o Senado manteve a liberdade mais ampla, a não ser para sites empresariais, onde, em nome da imparcialidade, limitou a propaganda em sites de pessoas jurídicas, que não sejam provedores de internet e de informações ou sites de pesquisa, e em sites de órgãos governamentais. E regulou também o acesso aos debates.
      O desafio maior da lei ao regular os meios de comunicação na campanha eleitoral é justamente este: por um lado, manter a experiência brasileira de sucesso de controlar a participação excessiva do poder econômico e do poder dos governos nas campanhas. De outro, assegurar voto livre e liberdade de expressão a todos.

Folha de S. Paulo, Brasil, 17/9/2009.
Disponível em .
Joaquim Falcão é professor de direito.
 
1) Em que veículo o texto foi publicado?
2) É bastante conhecido do público?
3) Que tipo de autor o escreveu?
4) Além do nome, há mais informações sobre ele?
5) Qual é o assunto principal abordado pelo texto?
6) É atual ou ultrapassado em relação a data de publicação?
7) Parece relacionado a alguma notícia do mesmo período?
8) Para que tipo de leitor o artigo se dirige?
9) Que importância essas informações podem ter para esse leitor?
10) Com que finalidade esse assunto é abordado?
11) Considerando que se trata de textos argumentativos, que idéia ou tese o autor parece defender? Com que argumentos?

quarta-feira, 12 de maio de 2010


Senado libera internet na eleição, mas limita debate

Fábio Zanini

Após recuo do relator da nova Lei Eleitoral, Eduardo Azeredo (PSDB-MG), o Senado aprovou ontem, em votação simbólica, a liberação da cobertura das campanhas pela internet, mas com uma exceção relativa aos debates.

Apesar de não serem concessão pública, sites e portais de internet terão de seguir as regras estabelecidas para debates organizados por rádios ou TVs: ao menos dois terços dos candidatos precisarão ser chamados, entre eles os pertencentes a partidos com dez parlamentares no Congresso ou mais.

O texto final aponta para duas direções distintas. Ao mesmo tempo em que estabelece regra para os debates na internet, assegura, em outro trecho, que "é livre a manifestação do pensamento, vedado o anonimato durante a campanha eleitoral, por meio da rede mundial de computadores - internet -, assegurado o direito de resposta".

Este texto foi aceito por Azeredo no último momento, após intensa pressão de diversos senadores. A versão inicial do tucano previa punições para sites que expressassem favorecimento a algum candidato, mas sem definir o que seria isso, abrindo brecha para censura.

A matéria agora volta para a Câmara, onde ainda poderá ser alterada pelos deputados. Ela tem que seguir depois para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ser publicada até 2 de outubro para valer para a eleição do ano que vem.

Em razão da incoerência sobre a internet, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) votou contra o texto final. "Não tem sentido colocar restrições ao debate se a internet foi liberada. É uma exigência descabida", declarou o petista.

Azeredo, por ser relator, teria poder de ajustar a incongruência na redação final, mas não fará mudanças. "Está garantida a liberdade da internet, é o que importa. Não há mais como mudar o mérito do texto."

Outras mudanças aprovadas ontem dizem respeito à realização de eleição direta sempre que houver a cassação de mandatos de governadores e prefeitos pela Justiça Eleitoral.

O Senado aceitou incluir a regra no projeto de lei da reforma, rejeitando a alternativa colocada: eleição indireta, por Assembleias e Câmaras Municipais, do sucessor do titular do cargo que perder o mandato na metade final - ou seja, a partir do terceiro ano.

Agora, a eleição direta ocorrerá em qualquer momento do mandato, mesmo que faltem poucos dias para sua conclusão. Por isso, segundo a Folha apurou, deve haver nova mudança na Câmara dos Deputados.

Outras mudanças foram a exigência de que sejam apresentados os currículos na hora de registrar a candidatura, e a permissão para que os sites de partidos possam continuar no ar até o dia da eleição.

Na semana passada, uma emenda do senador Pedro Simon (PMDB-RS) colocou que candidatos devem ter "reputação ilibada", mas sem definir os critérios que mediriam essa exigência.

Foram rejeitadas duas emendas do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) que davam mais transparência à prestação de contas eleitorais.

Uma delas exigia a divulgação dos nomes dos doadores ainda durante a campanha. Outra dava mais clareza à chamada "doação oculta", determinando quais os candidatos foram beneficiados por contribuições feitas por pessoas físicas ou jurídicas direcionadas aos partidos.

Hoje, a doação é feita ao partido, que a repassa ao candidato, perdendo-se o vínculo direto entre doador e beneficiado. Também foi rejeitada emenda de Álvaro Dias (PSDB-PR) que permitia a volta dos outdoors para campanhas majoritárias.

Foram recusados a impressão de 2% dos votos eletrônicos e o voto em trânsito para presidente, conforme havia sido incluído pela Câmara.

Folha Online, 16/9/2009. Disponível em .
 
 
 
      Em grupo os alunos responderam as seguintes questões:
 
1) O que significa a expressão "Por uma internet controlada"?
2) Que relação existe entre o controle da internet e as eleições que ocorrerão em 2010?
3) É possível dizer que uma das estratégias argumentativas usadas pelo chargista é a ironia?
4) A charge foi publicada na seção "Opinião" do jornal Folha de S. Paulo. Por quê?
5) Qual a relação entre o texto e a charge?

Estas atividades fazem parte da primeira parte desta oficina.

      O gabarito abaixo é fruto da seleção das respostas dos alunos na realização desta oficina.

1- Os alunos fizeram referência a ironia que contém a charge e colocaram que a mesma é um protesto em relação ao controle da Internet nas eleições.

2- Esta questão não foi bem interpretada pelos alunos, mas as melhores respostas alegam que a relação existente é a liberação da Internet nas campanhas eleitorais de 2010 e que para isso algumas regras devem ser respeitadas.

3- Sim, pois não tem sentido colocar restrições ao debate se este acontecerá na Internet.

4- Por que a charge é um meio do chargista expressar sua opinião.

5- A charge faz uma crítica da notícia retratada no texto.








quinta-feira, 6 de maio de 2010

OLIMPÍADA DE LÍNGUA PORTUGUESA E ALMANAQUE DA REDE

      Objetivo: Trabalhar uma notíca de jornal e identificar a situação conflito e debater o assunto. Conhecer o site do almanaque na rede.

      Primeira oficina da Olimpíada de Língua Portuguesa através da notícia abaixo. Os alunos debaterão o assunto e farão a exposição de suas opiniões sobre esta situação, pois de um lado temos o agredido e sua família e do outro os agressores, suas famílias e a escola. O que pode ser feito para resolver o caso de forma pacífica?
Menino de 9 anos é internado após agressão em escola

Agência Estado

      O menino Marco Antônio, de 9 anos, foi agredido por cinco garotos da mesma faixa etária dentro da sala de aula e na saída de uma Escola Estadual, anteontem, numa cidade próxima à região de Ribeirão Preto (SP). Devido à agressão, ele foi internado e passou por exames de tomografia e ressonância magnética em Ribeirão Preto. Marco terá alta hospitalar amanhã e usará colar cervical por 15 dias.
      Segundo a mãe, de 27 anos, o filho sofre com as brincadeiras de colegas porque é gago. Após a agressão na escola, ele não mencionou nada em casa. Dentro da sala de aula (3ª série), ele foi atingido por um soco, um tapa e um golpe de mochila. Na saída da escola, a inspetora o mandou sair pelos fundos, mas os agressores perceberam e o cercaram, desferindo socos e chutes em seu corpo.
      Na manhã de ontem, Marco acordou com o pescoço imobilizado. A avó o levou à escola e os cinco agressores foram mandados para casa pela direção. Revoltada, a mãe quer processar a escola e ainda retirar os três filhos de lá - Marco é o mais velho dos irmãos. A delegada Maria José Quaresma, da DDM, disse que cinco garotos foram identificados e serão ouvidos nos próximos dias.
      O caso, registrado na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), será investigado e passado à Curadoria da Infância e da Juventude. A Secretaria Estadual da Educação informou que foi aberta uma apuração preliminar para averiguar a denúncia de agressão entre alguns alunos da escola. "Caso seja constatado que o fato aconteceu dentro da escola, o Conselho Escolar vai definir as medidas punitivas em relação aos estudantes, como, por exemplo, a transferência de unidade", disse a nota da Secretaria.

Agência Estado, 18/9/2009. (Para uso neste Caderno, os nomes, assim como outras informações que possam identificar os envolvidos, foram substituídos ou suprimidos).     

  RESULTADO DOS DEBATES REALIZADOS PELOS GRUPOS DAS TURMAS 2001, 2002 E 2003 REFERENTE A PRIMEIRA OFICINA DA OLIMPÍADA DE LÍNGUA PORTUGUESA



Os alunos que participaram da oficina chegaram à conclusão de que seria necessário um apoio psicológico para os dois lados deste conflito. Pois tanto o agredido quanto os agressores necessitam de uma atenção especial.

O debate em sala gerou algumas discussões. Uns acharam que os agressores precisariam de castigos mais severos. Outros disseram que não basta mudar de escola, pois estariam mudando o problema de lugar.

Falaram com relação à falta de respeito nas escolas. Pensaram até na possibilidade de uma campanha de conscientização.

Chegaram à conclusão de que um debate bem resolvido com uma boa argumentação gera boas propostas para solução dos problemas.

Os alunos concluíram que o motivo da agressão foi à gagueira.

Nas conversas entre os grupos ficou claro que as agressões inicialmente eram verbais e isto foi crescendo pelo fato do menino agredido não procurar ajuda para se defender das acusações e o grupo acabou partindo para a agressão física.

Citaram como outros casos de preconceito o racismo, a discriminação pela altura, pelo peso, pela classe social etc.

Entre outros conceitos falaram que o preconceito é a intolerância pelo diferente.

Levantaram questionamentos, tais como: “Vale a pena o preconceito?”, “Por que tanta violência?”, “Por que o padrasto colocou agulha no menino?”, “Por que a menina matou o pai?”, Achamos que todos estes absurdos acontecem por faltar amor no coração das pessoas, o afeto, o carinho pelos outros.

Finalizando o debate disseram que os pais deveriam fiscalizar mais o que os filhos vêem na televisão, dar mais atenção a eles para que estes sintam-se amados. O ideal é se houver bom senso dos pais e rever algumas atitudes para mostrar o respeito ao próximo.


No laboratório de informática os alunos visitaram o site do almanaque na rede e orientados a escrever no jogo dos diálogos.

LINKS QUE PODEM AJUDAR NA REDAÇÃO DO ENEM

Busquei reunir aqui alguns links com sugestões de temas para redação do ENEM 2018 e algumas dicas de como deve ser a estrutura deste texto. ...