sábado, 7 de agosto de 2010

SENHORA X MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS

Observe a tabela abaixo:



SENHORA
MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILICIAS
AUTOR
JOSÉ DE ALENCAR
MANUEL ANTÔNIO DE ALMEIDA
ESTRUTURA DA OBRA
Senhora é um romance dividido em quatro partes e não obedece uma ordem cronológica, isto é, a primeira parte (O Preço), narra os episódios atuais, enquanto que a segunda parte (Quitação), fala-nos do passado de Aurélia, seguem os capítulos: Posse e Resgate. A narrativa é feita por um narrador que parece penetrar na alma de Aurélia Camargo para transmitir suas confidências mais intimas.

Esses títulos contrariam ostensivamente o espírito de uma história de amor, como efetivamente é o romance Senhora. Mas, como se trata de um amor contrariado pelos hábitos sociais, fica clara a idéia de que os títulos foram assim escolhidos para hipertrofiar a metáfora contida no livro. Eles explicitam, em tom caricatural e hiperbólico, a idéia de que a compra efetuada por Aurélia é uma metáfora do casamento por interesse, muito corrente na época, mas sempre disfarçado por elegantes e frágeis encenações sociais.
A novela está dividida em duas partes bem distintas: a primeira com 23 capítulos e a segunda com 25.

Os episódios são quase autônomos, só ligados pela presença de Leonardo, dando à obra uma estrutura mais de novela que de romance, como já ficou observado.

O leitor acompanha o crescimento do herói com sua infância rica em travessuras, a adolescência com as primeiras ilusões amorosas e aventuras, e o adulto, que, com o senso de responsabilidade, que essa idade exige, vai-se enquadrando na sociedade, o que culmina com o casamento.
FOCO NARRATIVO
O enredo deste romance mostra claramente a mistura de elementos romanescos e da realidade. Foco narrativo - O romance é narrado em terceira pessoa por um narrador onisciente, ou seja, que tudo sabe sobre as personagens, penetrando em seus pensamentos e em sua alma. Esse narrador é também intruso, já que interfere em vários momentos, apresentando-se ao leitor. A técnica narrativa empregada por Alencar em Senhora é sem dúvida bem moderna, se tomarmos como base suas obras anteriores, já que o autor utiliza digressões.
Memórias de um Sargento de Milícias é romance narrado em terceira pessoa, sendo um narrador-observador quem conta a história. O cinismo bem-humorado, as sistemáticas interferências nas situações sempre divertidas que relata, as ironias e as brincadeiras envolvendo costumes e personagens da época constituem alguns traços marcantes deste narrador, cujo juízo crítico a respeito do que vai documentando algumas vezes revela-se de forma claramente debochada.
TEMPO
O tempo é cronológico, tomando como base o século XIX, durante o Segundo Império. Entretanto, não há linearidade, já que a história é contada a partir de flash-back.
Época de D. João VI, inicio do século XIX.
ESPAÇO
RIO DE JANEIRO
RIO DE JANEIRO
CLASSE SOCIAL
A tessitura desta obra revela o senso crítico de Alencar, desnudando mazelas sociais da época, e da corte. Além destes aspectos, o autor procede à análise psicológica das personagens, antecipando características do Realismo. (Burguesia)
Incorpora a linguagem das ruas, classes média e baixa, fugindo aos padrões românticos da época, onde os romances retratavam os ambientes aristocráticos.
PERSONAGENS
As personagens são bem construídas e já apresentam certa profundidade psicológica. Ao contrário de várias personagens românticas, não constituem meros tipos sociais, já que são capazes de atitudes inesperadas.

1. Fernando Seixas: Jovem estudante de Direito, bem vestido e apreciador da vida em sociedade. A falta de dinheiro o conduz a acreditar que a única maneira de evitar a ruína final é casando-se com um bom dote. Envolvido pelo amor de Aurélia, chega a pensar em abandonar os hábitos caros, mas acaba percebendo que não consegue viver longe da sociedade. Depois do casamento por interesse, é humilhado, arrepende-se e consegue resgatar o dinheiro que recebeu a Aurélia.

2. Aurélia Camargo: Moça pobre. Aurélia é decente e apaixonada por Fernando Seixas. A decepção amorosa transforma-a num mulher vingativa e fria, mas que não consegue disfarçar seu verdadeiro sentimento por Seixas. Seu comportamento é típico de uma esquizofrênica, já que se vê dividida entre sentimentos contraditórios até o final do romance. O amor parece ser sua salvação, redimindo-a de perder o homem que ama por causa de seu orgulho.

3. Dona Emília: Viúva, mãe de Aurélia. Mulher honesta e séria, que amargou imenso sofrimento por causa de seu amor por Pedro Camargo.

4. Pedro Camargo: Pai de Aurélia, filho natural de um rico fazendeiro do interior de São Paulo, de quem nutria grande medo. Morre à mingua por não conseguir confessar seu casamento contra a vontade do pai.

5.  Lourenço Camargo: Avô de Aurélia. Pai de Pedro. Homem duro e rústico, mas que procura ser justo depois que descobre a existência do casamento do filho.

6.   D. Firmina: Parente distante de Aurélia e que lhe serve de companhia quando fica rica.

7.  Lemos: Tio de Aurélia. “Velho de pequena estatura, não muito gordo, mas rolho e bojudo como um vaso chinês. Apesar de seu corpo rechonchudo tinha certa vivacidade buliçosa e saltitante que lhe dava petulância de rapaz, e casava perfeitamente com seus olhinhos de azougue.” Foi escolhido por Aurélia como tutor porque a moça podia dominá-lo facilmente.
Leonardo: anti-herói, herói às avessas, herói picaresco - desde a infância é esperto, vagabundo e mulherengo,  assemelha-se ao protagonista, Macunaíma.

Leonardo-Pataca: oficial de justiça, sentimental, sempre enroscado em suas paixões.

Maria-da-Hortaliça: mãe do herói

Major Vidigal: temido e respeitado por todos.Severo punidor, é, ao mesmo tempo, policial e juiz.

Comadre: protetora de Leonardo, vive tentando livrá-lo dos enroscos em que se metia.

Compadre Barbeiro: outro protetor. Cria o menino como se fosse o seu filho, sonhando um próspero futuro para ele; só que isso não acontece.

D. Maria: velha, rica e bondosa. Era apaixonada por causas judiciais. Tia e tutora de Luisinha, amiga da comadre e do compadre.

Luisinha: primeiro amor de Leonardo. Suas características fogem da idealização dos modelos românticos: era feia, pálida e desajeitada.

José Manuel: caça-dotes, representa uma crítica à burguesia.

Vidinha: cantora de modinas, segunda paixão de Leonardo.

Chiquinha: filha de D. Maria e esposa de Leonardo-Pataca.

Maria-Regalada: amante de Vidigal.

Além desses, há outros como: A vizinha, a cigana, o mestre-de-rezas, Tomás, etc.

Os personagens encaixam-se na categoria de tipos alegóricos, pois não possuem profundidade psicológica e são como caricatura de uma classe social: o povo, a classe média carioca da época.
Não há idealização das personagens, mas observação direta e objetiva. Presença de camadas inferiores da população (barbeiros, comadres, parteiras, meirinhos, "saloias", designados pela ocupação que exercem). Os personagens não são heróis nem vilões, praticam o bem e o mal, impulsionados pelas necessidades de sobrevivência (a fome, a ascensão social).
ESTILO DE ÉPOCA
Alencar não destoa do Romantismo em voga. A sua visão de mundo é baseada na emoção, e o mundo urbano, com seus problemas políticos e econômicos, o aborrece, por isso foge para o passado; escapa para os lugares selvagens. Suas obras procuram retratar um Brasil e personagens mais ideais do que reais, mais como ele gostaria que moralmente fossem (românticos e moralistas) do que objetivamente eram (realistas). Senhora é um romance de características definidas de forma romântica, mas que já traduz uma temática realista: a crítica ao casamento burguês.
O sentido profundo das "Memórias" está ligado ao fato de elas não se enquadrarem em nenhuma das racionalizações  ideológicas reinantes na literatura brasileira de então: indianismo, nacionalismo, grandeza, sofrimento, redenção pela dor, pompa do estilo etc. Na sua estrutura mais íntima e na sua visão latente das coisas, elas exprimem a vasta acomodação geral que dissolve os extremos, tira o significado da lei e da ordem, manifesta a penetração recíproca dos grupos e das idéias, das atitudes mais díspares, criando uma espécie de terra-de-ninguém moral, onde a transgressão é apenas um matiz na gama que vem da norma e vai ao crime.

Novela de tom humorístico que faz crônica de costumes do Rio Colonial, na época de D. João VI. O romance reporta-se a uma fase em que se esboçava no país uma estrutura não mais puramente colonial, mas ainda longe do quadro industrial-burguês.

UM POUCO DE MÚSICA ...

      Objetivo: apresentar o enredo de forma lúdica.

      Nas próximas aulas os alunos terão contato com a obra de Manuel Antônio de Almeida adaptada para Quadrinhos e também para a música. 



Memórias de Um Sargento de Milícias

Martinho da Vila

Composição: Paulinho da Viola
Era o tempo do rei
Quando aqui, chegou
Um modesto casal feliz pelo recente amor
Leonardo, tornando-se meirinho
Deu a Maria Hortaliça um novo lar
Um pouco de conforto e de carinho
Dessa união, nasceu
Um lindo varão
Que recebeu o mesmo nome do seu pai
Personagem central da história que contamos neste carnaval
Mas um dia Maria
Fez a Leonardo uma ingratidão
Mostrando que não era uma boa companheira
Provocou a separação
Foi assim que o padrinho passou
A ser do menino tutor
A quem lhe deu toda dedicação
Sofrendo uma grande desilusão
Outra figura importante em sua vida
Foi a comadre parteira popular
Diziam que benziam de quebranto
A beata mais famosa do lugar
Havia nesse tempo aqui no Rio
Tipos que devemos mencionar
Chico Juca, era mestre em valentia
E por todos se fazia, respeitar
O reverendo amante da cigana
Preso pelo Vidigal
O justiceiro
Homem de grande autoridade
Que à frente dos seus granadeiros
Era temido pelo povo da cidade
Luisinha primeiro amor
Que Leonardo conheceu
E que Dona Maria, a outro como esposa concedeu
Somente foi feliz
Quando José Manuel
Morreu
Nosso herói
Novamente se apaixonou
Quando com sua viola
A mulata Vidinha, esta singela modinha cantou:
Se os meus suspiros pudessem
Aos seus ouvidos chegar
Verias que uma paixão
Tem o poder de assassinar

MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILICIAS DE MANUEL ANTÔNIO DE ALMEIDA

      Objetivo: Observar a obra Memoórias de Um Sargento de Milícias de Manuel Antônio de Almeida e comparar com a obra Senhora de José de Alencar.

LEIA A OBRA COMPLETA: 


Para acessar o download entre neste link: http://memorias-de-um-sargento-de-milicias.softonic.com.br/

ENREDO


Memórias de um Sargento de Milícias


FONTE: http://www.algosobre.com.br/resumos-literarios/memorias-de-um-sargento-de-milicias.html

Leonardo, o futuro sargento de milícias, filho de Leonardo-Pataca e de Maria -da-Hortaliça, é o resultado das pisadelas, beliscões e outros atos similares praticados pelo casal de imigrantes portugueses durante a travessia do Atlântico rumo ao Rio de Janeiro.

Maria-da-Hortaliça sente enjôos logo ao desembarcar e sete meses depois nasce um robusto menino, batizado com o nome do pai. A parteira - a comadre - e o barbeiro - 'de defronte' foram os padrinhos do herói, que passa junto aos pais os primeiros anos da infância. Leonardo-Pataca, que se tornara meirinho, confirma certo dia as suspeitas de que sua mulher não mantinha a mesma fidelidade que durante a viagem.

Em conseqüência, briga com ela, expulsa de casa o garoto com um enérgico pontapé e sai em busca de consolo. Ao retornar à tarde, em companhia do compadre e padrinho do menino, é informado de que Maria-da-Hortaliça, saudosa da pátria, tinha fugido e embarcado novamente, rumo a Portugal, a convite do capitão de um navio que partira pouco antes. Logo a seguir, Leonardo-Pataca vai viver com uma cigana, que, por sua vez, também o abandona.

Enquanto isso, Leonardo, o filho, adotado pelo padrinho, que muito se afeiçoara a ele, vai crescendo e a cada dia se revela mais briguento e travesso, prenunciando futuros envolvimentos com o famoso major Vidigal, que era o terror de todos os malandros e baderneiros da época.

O padrinho, com infinita paciência, tenta encaminhar o menino na prática da religião para qual este não revela grandes pendores. Coloca-o na escola e o ensina a ajudar a missa. Se na escola se revela um péssimo aluno e colega, na Igreja da Sé, onde consegue ser sacristão, vê a melhor oportunidade para grandes travessuras, como o experimenta o mestre-de-cerimônias. Este, um padre de meia idade, virtuoso por fora, mas bastante diferente por dentro, envolve-se com uma cigana, a mesma, aliás, com quem Leonardo-Pataca vivera depois da fuga de Maria-da-Hortaliça. O sacristão se vinga das reprimendas que sofre por suas constantes travessuras levando os fiéis a tomarem conhecimento dos fatos, o que faz com que seja expulso e deixe a igreja da Sé.

Para desgosto do padrinho e da madrinha, que queriam encaminhá-lo em uma profissão, Leonardo não demonstra qualquer interesse. Prefere a vida livre da vadiagem e das brincadeiras. Certo dia, em casa de Dona Maria, uma mulher das vizinhanças, conhece a sobrinha desta, Luisinha, sua futura mulher. Até que o casamento se realizasse, porém, muita coisa, iria acontecer. Leonardo-Pataca, depois de vencer o mestre-de-cerimônias na disputa pela cigana, é abandonado novamente por esta e passa a viver com a filha da parteira, Chiquinha. Daí nascem uma filha e grandes confusões, pois Chiquinha e Leonardo se detestavam e a parteira é chamada continuamente para serenar os ânimos. Por esta época aparece em cena José Manuel, um rival do futuro sargento de milícias em seu amor por Luisinha. Apesar dos esforços da comadre para afastá-lo do caminho, ela não tem sucesso. Além disso, a morte do padrinho e as contínuas brigas com Chiquinha fazem com que Leonardo saia de casa e passe a vagabundear pelos subúrbios da cidade, quando conhece Vidinha, uma mulata sensual, de olhos pretos e lábios úmidos, pela qual se apaixona imediatamente. Como Vidinha tinha outros pretendentes, cria-se grande confusão, o onipresente major Vidigal intervém e Leonardo consegue fugir, deixando-o furioso. Mas a vida continua e, com proteção da comadre, o Leonardo entra para as hostes do major Vidigal, não revelando, naturalmente, grande amor por esta nova profissão e passando boa parte de seu tempo na prisão por indisciplina. Sempre com a proteção da comadre, que recorre à ajuda de Maria Regalada, um antigo amor de Vigida, Leonardo supera todas as adversidade, chegando ao posto de sargento de milícias.

Assim, o final feliz se aproximava. José Manuel, o rival de Leonardo no amor por Luisinha, revela-se péssimo marido e, além do mais, morre providencialmente, deixando-a viúva e livre para casar com o sargento de milícias. Passando o tempo indispensável do luto, Leonardo, em uniforme da tropa, recebe Luisinha como mulher, na mesma igreja da Sé que fora palco de suas grandes travessuras como sacristão.


fonte: http://vestibular.uol.com.br/testes/quiz_literatura_memorias2004ve.jhtm
Memórias de um Sargento de Milícias
Veja se você assimilou bem a história que Manuel Antônio de Almeida escreveu em "Memórias de um Sargento de Milícias"
*Teste feito pelo Stockler Vestibulares

1. Leonardo é dito "filho de uma pisadela e de um beliscão" porque:
não lhe são conhecidos os verdadeiros pais e essa é uma forma de mostrar-se que tem origem desconhecida.
o pai, Leonardo Pataca, e a mãe, Maria da Hortaliça, agrediam-se costumeiramente em suas brigas.
foi dessa maneira que seus pais começaram seu relacionamento, em um navio, a caminho do Brasil.
essa seria uma forma de desmistificá-lo perante o leitor.
porque ele sofria violências constantes em seu lar.

2. Aponte a alternativa incorreta:
Manuel Antônio de Almeida publicou um romance apenas, denominado Memórias de um Sargento de Milícias.
O romance em questão foge aos padrões estabelecidos para as obras do Romantismo.
A obra passa-se na segunda metade do século XIX, época em que D.João VI estava no Brasil ("Era no tempo do rei").
Para poder escrever o romance, o autor teve que recolher informações com um companheiro de trabalho que vivenciara a época retratada.
Leonardinho é um anti-herói, seguindo o modelo do herói picaresco espanhol.

3. Com relação a Memórias de um Sargento de Milícias, não podemos afirmar que:
O "canto dos meirinhos", citado no início do romance, era um local da cidade do Rio de Janeiro onde se reuniam tais funcionários do poder Judiciário.
Os meirinhos eram bastante considerados no tempo do rei.
Os meirinhos de hoje são exatamente iguais aos daquele tempo, "gente temível e temida, respeitável e respeitada".
As condições físicas dos meirinhos influíam, para que fossem respeitados.
Meirinhos e desembargadores exerciam as mesmas funções, fechando um círculo Judiciário.

4. "Tratou-se de resolver uma importante questão: para a companhia de quem iria o Leonardo? A abertura do testamento, feita nesse mesmo dia resolveu a questão." O segmento refere-se:
À morte de Leonardo Pataca, que deixa para o filho todos os bens que adquirira em vida.
À morte do Compadre, que fez do rapaz seu herdeiro universal.
À morte de D.Maria, que legara a Leonardo sua fortuna, para que este cuidasse de Luisinha.
À morte da Comadre, que, por não ter filhos, deixou seus humildes pertences para o afilhado.
À morte de Maria da Hortaliça, que, bem casada em Portugal, torna seu filho e herdeiro um verdadeiro magnata.

5. Vidinha é:
a sobrinha de D.Maria, que fica em sua companhia após uma demanda.
a esposa do toma-largura, com quem Leonardo é pego tomando sopa, sendo perseguido pelo marido enciumado.
uma mulata bonita que vive com o Major Vidigal.
uma jovem que vive somente com três primos em uma casa do subúrbio do Rio de Janeiro.
uma apreciadora de modinhas que cantava e deixava Leonardo encantado.

6. Das alternativas seguintes, seria verdadeiro afirmarmos que:
O Major Vidigal é responsável pelas prisões de Leonardo, mas também por sua nomeação como grana­deiro e sargento de milícias.
O Compadre conseguira enriquecer tão somente graças a seus esforços pessoais, na profissão de barbeiro.
Maria da Hortaliça não era uma mulher honesta, porém se mostrou mãe dedicada e amorosa.
Luisinha amava José Manuel, o que a fez trocá-lo por Leonardo.
Leonardo e Chiquinha realizaram seu sonho e tiveram uma filha calma e assentada.


domingo, 1 de agosto de 2010

RESUMO DA OBRA SENHORA DE JOSÉ DE ALENCAR

      Objetivo: reforçar o enredo da obra Senhora já trabalhado em aula anterior.



Senhora

José de Alencar

Fonte: vestibular.uol.com.br/resumos-de-livros/senhora.jhtm
Na análise do conjunto dos romances de José de Alencar, "Senhora" encontra-se entre seus romances urbanos, numa obra que conta ainda com os romances indianistas, tais como "O Guarani" e "Iracema"; regionalistas, como "O Gaúcho" e "O Sertanejo", e históricos, "As Minas de Prata" e "A Guerra dos Mascates".

Enquanto romance urbano, anterior ao advento do Realismo em nossa literatura, "Senhora" é fundamentalmente uma crônica de costumes, um retrato da Corte ou da sociedade fluminense na segunda metade do século 19. Ou seja, o texto focaliza a época em que o próprio escritor viveu.

Alencar critica a sociedade que lhe é contemporânea, não a partir da perspectiva de uma transformação futura, mas na da nostalgia de um passado que só na ficção pode reviver plenamente. De qualquer modo, é em "Senhora" e "Lucíola" que atinge o ponto alto em termos de crítica social e procura se aprofundar na psicologia das personagens femininas, traçando o que se convencionou chamar de seus "perfis de mulher".

De qualquer modo, publicado em 1875, "Senhora" traz características inequivocamente românticas, como se pode ver pelo núcleo de seu enredo, simples, atrelado aos esquematismos dos dramas de amor do Romantismo: Aurélia Camargo, filha de uma pobre costureira, apaixonou-se por Fernando Seixas, a quem namorou. Este, porém, desfez a relação, movido pela vontade se casar com uma moça rica, Adelaide Amaral.

Passado algum tempo, Aurélia, já órfã, recebe uma grande herança do avô e ascende na escala social. Ainda ressentida com o antigo namorado, resolve vingar-se dele. Sabendo que Fernando, ainda solteiro, andava em dificuldades financeiras, resolve comprá-lo para marido. Na época, o Segundo Reinado, vigora o regime de casamento dotal, em que o pai da noiva (ou, no caso, ela mesma) deveria dar um dote ao futuro marido.

Assim, através de um procurador, Fernando recebe uma proposta de casamento e a aceita sem saber exatamente com quem se casará - interessa-lhe apenas o dinheiro, cem contos de réis, que vai receber por isso. Ao descobrir que sua noiva é Aurélia, Fernando se sente um felizardo, pois, na verdade, nunca deixara de amá-la. E abre seu coração para ela.

A jovem, porém, na noite de núpcias, deixa claro: "comprou-o" para representar o papel de marido que uma mulher na sua posição social deve ter. Dormirão em quartos separados. Aurélia não só não pretende entregar-se a ele, como aproveita as oportunidades que o cotidiano lhe oferece para criticá-lo com ironia. Durante meses, uma relação conjugal marcada pelas ofensas e o sarcasmo se desenvolve entre os dois.

Fernando, todavia, trabalha e realiza um negócio que lhe permite levantar o dinheiro que devia a Aurélia. Desse modo, propõe-se a restituir-lhe a quantia em troca da separação. Considerando o gesto uma prova da regeneração de Fernando, Aurélia, que nunca deixara de amá-lo, é vencida pelo amor. Ao receber o dinheiro, entrega-lhe a chave de seu quarto e o casamento se consuma, afinal.


Parte inferior do formulário

Senhora, de José de Alencar



Fonte: http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/banco_de_questoes/portugues/senhora

1. (PUC-SP) A questão central, proposta no romance Senhora, de José de Alencar, é a do casamento. Considerando a obra como um todo, indique a alternativa que não condiz com o enredo do romance:

a) O casamento é apresentado como uma transação comercial e, por isso, o romance estrutura-se em quatro partes: preço, quitação, posse, resgate.
b) Aurélia Camargo, preferida por Fernando Seixas, compra-o e ele, contumaz caça-dote, sujeita-se ao constrangimento de uma união por interesse.
c) O casamento é só de fachada e a união não se consuma, visto que resulta de acordo no qual as aparências sociais devem ser mantidas.
d) A narrativa marca-se pelo choque entre o mundo do amor idealizado e o mundo da experiência degradante governado pelo dinheiro.
e) O romance gira em torno de intrigas amorosas, de desigualdade econômica, mas, com final feliz, porque, nele, o amor tudo vence.


2. (FATEC) “Seixas aproximou-se do toucador, levado por indefinível impulso; e entrou a contemplar minuciosamente os objetos colocados em cima da mesa de mármore; lavores de marfim, vasos e grupos de porcelana fosca, taças de cristal lapidado, jóias do mais apurado gosto.
À proporção que se absorvia nesse exame, ia como ressurgindo à sua existência anterior, a que vivera até o momento do cataclismo que o submergira. Sentia-se renascer para esse fino e delicado materialismo, que tinha para seu espírito aristocrático tão poderosa sedução e tão meiga voluptuosidade.
Todos esses mimos da arte pareciam-lhe estranhos e despertavam nele ignotas emoções; tal era o abismo que o separava do recente passado. Era com uma sofreguidão pueril que os examinava um por um, não sabendo em qual se fixar. Fazia cintilar os brilhantes aos raios de luz; e aspirava a fragrância que se exalava dos frascos de perfume com um inefável prazer.
Nessa fútil ocupação demorou-se tempo esquecido. Porventura sua memória atraída pelas reminiscências que suscitavam objetos idênticos a esses, remontava o curso de sua existência, e descendo-o, depois o trazia àquela noite fatal em que se achava e à pungente realidade desse momento.
Recuou com um gesto de repulsão.” (José de Alencar, Senhora)
Considerando este trecho no contexto da obra a que pertence, é correto afirmar que, nele, a personagem Fernando Seixas:

a) rejeita os objetos que o cercam, porque deseja conquistar posição elevada em ambientes
b) dá-se conta de que aqueles objetos, que tanto valorizara, nesse momento eram a comprovação dos erros que praticara.
c) experimenta o fascínio por objetos luxuosos que não são seus e decide lutar para conseguir possuí-los.
d) sente renascer nele a revolta por não dispor de meios econômicos para possuir objetos
luxuosos.
e) relembra infantilmente sua existência anterior, quando podia usufruir do luxo que agora perdia, e lamenta sua situação atual.

3. (ITA) O romance Senhora (1875) é uma das obras mais representativas da ficção de José de Alencar. Nesse livro, encontramos a formulação do ideal do amor romântico: o amor verdadeiro e absoluto, quando pode se realizar, leva ao casamento feliz e indissolúvel. Isso se confirma, nessa obra, pelo fato de:

a) o par romântico central — Aurélia e Seixas — se casar no início do romance, pois se apaixonam assim que se conhecem.
b) o amor de Aurélia e Seixas surgir imediatamente no primeiro encontro e permanecer intenso até o fim do livro, quando o casal se une efetivamente.
c) o casal Aurélia e Seixas precisar vencer os preconceitos sócio-econômicos para se casar, pois ela é pobre e ele é rico.
d) a união efetiva só se realizar no final da obra, após a recuperação moral de Seixas, que o torna digno do amor de Aurélia.
e) o enriquecimento repentino de Aurélia possibilitar que ela se case com Seixas, fatos que são expostos logo no início do livro.

4. (UNIFESP) Leia o trecho a seguir, de José de Alencar.
Convencida de que todos os seus inúmeros apaixonados, sem exceção de um, a pretendiam unicamente pela riqueza, Aurélia reagia contra essa afronta, aplicando a esses indivíduos o mesmo estalão.
Assim costumava ela indicar o merecimento relativo de cada um dos pretendentes, dando-lhes certo valor monetário. Em linguagem financeira, Aurélia contava os seus adoradores pelo preço que razoavelmente poderiam obter no mercado matrimonial.
O romance Senhora, ilustrado pelo trecho:

a) representa o romance urbano de Alencar. A reação de ironia e desprezo com que Aurélia trata seus pretendentes, vistos sob a ótica do mercado matrimonial, tematiza o casamento como forma de ascensão social.
b) mescla o regionalismo e o indianismo, temas recorrentes na obra de Alencar. Nele, o escritor tematiza, com escárnio, as relações sentimentais entre pessoas de classes sociais distintas, em que o pretendente é considerado pelo seu valor monetário.
c) é obra ilustrativa do regionalismo romântico brasileiro. A história de Aurélia e de seus pretendentes mostra a concepção do amor, em linguagem financeira, como forma de privilégio monetário, além de explorar as relações extraconjugais.
d) denuncia as relações humanas, em especial as conjugais, como responsáveis por levar as pessoas à tristeza e à solidão dada a superficialidade e ao interesse com que elas se estabelecem. Trata-se de um romance urbano de Alencar.
e) tematiza o adultério e a prostituição feminina, representados pelo interesse financeiro como forma de se ascender socialmente. Essa obra explora tanto aspectos do regionalismo nacional como os valores da vida urbana.

5. (PUC-SP) A questão central, proposta no romance Senhora, de José de Alencar, é a do casamento. Considerando a obra como um todo, indique a alternativa que não condiz com o enredo do romance:

a) O casamento é apresentado como uma transação comercial e, por isso, o romance estrutura-se em quatro partes: preço, quitação, posse, resgate.
b) Aurélia Camargo, preterida por Fernando Seixas, compra-o e ele, contumaz caça-dote, sujeita-se ao constrangimento de uma união por interesse.
c) O casamento é só de fachada e a união não se consuma, visto que resulta de acordo no qual as aparências sociais devem ser mantidas.
d) A narrativa marca-se pelo choque entre o mundo do amor idealizado e o mundo da experiência degradante governado pelo dinheiro.
e) O romance gira em torno de intrigas amorosas, de desigualdade econômica, mas, com final feliz, porque, nele, o amor tudo vence.



6. (UEL) Sobre o romance Senhora, de José de Alencar, é correto afirmar:

a) Representando a chamada primeira geração romântica indianista, a obra tem como características mais relevantes a volta ao passado histórico, o medievalismo, a criação do herói nacional e a religiosidade.
b) Alguns ingredientes do Romantismo que podem ser apontados no romance Senhora são: personagens dominadas por instintos, preocupação com classes sociais marginalizadas e apresentação de uma condição biológica do mundo.
c) É evidente o paralelo temático entre Senhora e Inocência, romances de José de Alencar e Visconde de Taunay, respectivamente. Em ambos, o recurso à paisagem, à fauna e à flora destina-se a compor as personagens e serve para circunscrever a essência da prosa realista brasileira.
d) O livro Senhora origina-se das propostas nacionalistas do movimento romântico porque apresenta uma tendência à representação da cultura popular e propõe a volta às origens da nação brasileira.
e) Nesse romance os protagonistas mantêm um conflito ao longo da narrativa, revelando uma oposição entre o mundo do amor e o do dinheiro. Com isso, a obra traz marcas da sociedade burguesa brasileira em formação.

7. (UNEAL 2007) A voz da moça tomara o timbre cristalino, eco da rispidez e aspereza do sentimento que lhe sublevava o seio, e que parecia ringir-lhe nos lábios c omo aço.
— Aurélia! Que significa isto?
— Representamos uma comédia, na qual ambos desempenhamos o nosso papel com perícia consumada.
Podemos ter esse orgulho, que os melhores atores não nos excederiam. Mas é tempo de pôr termo a esta cruel mistificação, com que nos estamos escarnecendo mutuamente, senhor. Entretemos na realidade por mais triste que ela seja; e resigne-se cada um ao que é, eu, uma mulher traída; o senhor, um homem vendido.
— Vendido! Exclamou Seixas ferido dentro d'alma.
— Vendido sim; não tem outro nome. Sou rica, muito rica, sou milionária; precisava de um marido, traste indispensável às mulheres honestas. O senhor estava no mercado; comprei-o. Custou-me cem mil cruzeiros, foi barato; não se fez valer. Eu daria o dobro, o triplo, toda a minha riqueza por este momento.
Aurélia proferiu estas palavras desdobrando um papel no qual Seixas reconheceu a obrigação por ele passada ao Lemos. José de Alencar, Senhora
O texto acima está contido na primeira parte do romance Senhora, de José de Alencar. Sobre o trecho e sobre esse romance, analise os enunciados abaixo.

1) O livro se divide em quatro partes, sendo a primeira delas intitulada "O Preço", de onde foi retirado o texto; nela, Aurélia revela a Fernando Seixas que o comprara pelo valor de um dote.

2) As partes intituladas "O Preço", "Quitação", "Posse' e ""Resgate" remetem o leitor ao universo capitalista de mercado e compreendem, ao mesmo tempo, a história do romance, ao sugerir que as relações sociais são mediadas pelo valor de troca.

3) No texto, ao dizer a Seixas que os dois estão representando uma comédia, Aurélia demonstra sua lucidez por meio do sarcasmo: como todos no meio social, ela e o esposo representarão felicidade para os demais, apesar de não se sentirem felizes.

4) Embora analise as relações sociais sob uma perspectiva mais realista, o romance Senhora trai sua condição romântica, na medida em que, no desfecho, a protagonista esquece o passado em nome do verdadeiro amor.

Estão corretas:

a) 1 e 3 apenas
b) 2, 3 e 4 apenas
c) 3 e 4 apenas
d) 1, 2, 3 e 4
e) 1, 2 e 4 apenas


8. (UFMG) "O vestido de Aurélia encheu a carruagem e submergiu o marido; o que lhe aparecia do semblante e do busto ficava inteiramente ofuscado [...]. Ninguém o via..." ALENCAR, José de. Senhora. São Paulo: DCL, 2005. p. 96. (Grandes Nomes da Literatura)
Considerando-se o personagem referido – Fernando, o marido de Aurélia –, é CORRETO afirmar que a passagem transcrita contém a imagem

a) da anulação de sua individualidade, transformado que fora, como marido, em objeto ou mercadoria.
b) da sua tomada de consciência da futilidade da sociedade, que preza sobretudo a beleza física e a riqueza.
c) do ciúme exacerbado, ainda que secreto, que sente da esposa, por duvidar de que ela realmente o ame.
d) do orgulho que sente da beleza deslumbrante da esposa, ressaltada nessa ocasião por seus trajes luxuosos.


9. (UFMG) No romance Senhora, ocorrem choques entre "duas almas, que uma fatalidade prendera, para arrojá-las uma contra outra..." (ALENCAR, Senhora, p.131.)
Assinale a alternativa em que o par de idéias conflitantes NÃO se entrelaça, na narrativa, aos choques entre Aurélia e Seixas.
a) Amor idealizado X casamento por interesse
b) Condição modesta de vida X ostentação de riqueza
c) Contemplação religiosa X divertimento mundano
d) Qualidades morais elevadas X comportamentos aviltantes

10. (UFBA) Daí o terror que sentia ao ver-se próxima desse abismo de abjeções, e o afastamento a que se desejava condenar. Bem vezes revoltavam-lhe a alma as indignidades de que era vítima, e até mesmo as vilanias cujo eco chegava a seu obscuro retiro. Mas que podia ela, frágil menina, em véspera de orfandade e abandono, contra a formidável besta de mil cabeças?
Quando a riqueza veio surpreendê-la, a ela que não tinha mais com quem a partilhar, seu primeiro pensamento foi que era uma arma. Deus lha enviava para dar combate a essa sociedade corrompida, e vingar os sentimentos nobres escarnecidos pela turba dos agiotas.
Preparou-se pois para a luta, à qual talvez a impelisse principalmente a idéia do casamento que veio a realizar mais tarde. Quem sabe, se não era o aviltamento de Fernando Seixas que ela punia com o escárnio e a humilhação de todos os seus adoradores?
ALENCAR, José de. Senhora. In: COUTINHO, Afrânio et al. (Org.). José de Alencar: ficção completa e outros escritos. 3. ed. Rio de Janeiro: Aguilar, 1965. v. I, p. 742. (Biblioteca Luso-Brasileira. Série Brasileira).

A partir da leitura do romance e de acordo com o fragmento transcrito, pode-se concluir:

(01) Aurélia se sente aterrorizada diante da possibilidade de viver na miséria.
(02) O dinheiro, para Aurélia, funciona como instrumento de combate à torpeza de um meio social sem valores éticos.
(04) O texto prenuncia a mudança de atitude da personagem, que se submete ao poder da fortuna.
(08) Aurélia, ao rejeitar o assédio de seus pretendentes, está desdenhando o homem a quem ama.
(16) Existe um contraste entre a visão que Aurélia tem da sociedade carioca e os princípios morais que ela defende.
(32) O narrador, falando de Aurélia, antecipa fatos que se concretizarão no futuro.
(64) Aurélia, desiludida com a crueldade do mundo, decide afastar-se do convívio social.

RESOLUÇÃO

02 + 08 + 16 + 32 = 58



segunda-feira, 19 de julho de 2010

FÉRIAS

Queridos alunos, estamos de férias. Aproveitem bastante, pois quando retornarmos faremos muitas atividades em sala para trabalharmos os livros da Literatura Brasileira. Um grande abraço de sua professora Lilian

quarta-feira, 23 de junho de 2010

PROJETO INTERDISCIPLINAR

      Objetivo: Levar os alunos a conversarem sobre como podemos nos prevenir contra a DENGUE.


      No auditório as turmas 2001, 2002 e 2003 trabalharão em grupo, relacionando as maneiras de prevanção contra a DENGUE. Irão pintar os mosquitos Aedes Aegypti e colar no mapa de Japeri, para destacar que 60% do município corre alto risco de contrair a DENGUE. Toda esta atividade foi filmada e a partir daí um vídeo será produzido. As professoras participantes do projeto foram Carla (História), Lilian (Língua Portuguesa) e Natacha (Geografia).


 

LINKS QUE PODEM AJUDAR NA REDAÇÃO DO ENEM

Busquei reunir aqui alguns links com sugestões de temas para redação do ENEM 2018 e algumas dicas de como deve ser a estrutura deste texto. ...