quarta-feira, 9 de março de 2011

PROJETO FINAL - Curso de Prevenção do Uso de Drogas para Educadores das Escolas Públicas


Feedback
Renata Mussalem Melo Meira
quarta, 9 março 2011, 17:11

Nota: 50,00 / 50,00
Parabéns!
O Projeto ficou excelente.
Os tópicos sobre o PPP, os dados sobre as drogas no estado do RJ, a contextualização e o 

histórico da escola enriqueceram de sobremaneira o trabalho do grupo.

Curso de Prevenção do Uso de Drogas para Educadores das Escolas Públicas

CIEP BRIZOLÃO 207 GILSON AMADO


CARLOS ANTONIO NASCIMENTO DE OLIVEIRA
CONCEIÇÃO RODRIGUES REIS SILVA
IRVIS SOARES RODRIGUES
JOSE ELIAS CARELLES
LILIAN APARECIDA ALMEIDA GARRIT DOS SANTOS
LUCELI DE FÁTIMA FERRAZ
MAGALY FERREIRA DE ALMEIDA OLIVEIRA
MARIA DA CONCEIÇÃO NASCIMENTO DOS SANTOS
MARIA NATIVIDADE MOURA SOUZA





PROJETO DE INTERVENÇÃO: PREVENÇÃO SIM, 
DROGAS NÃO!

AVENIDA FRANCISCO ANTÔNIO RUSSO, 38 – ENGENHEIRO PEDREIRA
– JAPERI    FEVEREIRO/2011

INTRODUÇÃO
Através do debate podemos promover e ampliar a consciência política social,
possibilitando o reconhecimento do papel dos diferentes segmentos da sociedade
na construção de políticas públicas integradas. É neste ponto que temos o desafio
proposto que consiste em articular saúde, prevenção e ambiente. Transformando
a sociedade na grande protagonista deste processo.
Sabemos que  estas articulações poderiam nos levar a um trabalho sério na prevenção
ás drogas. As ações políticas voltadas para a promoção da saúde, proteção e
segurança não têm se mostrado eficientes. A sociedade como um todo está carente
de medidas que nos façam sentir seguros. A verdade é que nos sentimos abandonados
pelo poder público.
Consideramos viável traçar um plano de ação em rede para uma escola. Já iniciamos
um processo deste em nossa escola com a criação da Agenda 21 Escolar, está no
início mais já conseguimos alguns parceiros e acredito que para este curso o início d
a trama já foi tecida. A escola não se faz só. Para atingir seus objetivos é preciso que
os preconceitos sejam deixados de lado e a escola faça parcerias abrindo as portas
para boas  idéias da comunidade em que está situada. Sabemos que esta atitude  é
trabalhosa, mas possível.
A escola tem um papel principal e junto com outros órgãos ampliam o conhecimento
e com isso surgem as trocas de experiências. A escola em rede é de suma importância.
No documento sobre a Política Nacional sobre Drogas o ponto que nos chamou a
atenção, e que entendemos como importante para iniciar uma discussão na escola sobre
o assunto, é o seguinte pressuposto: "Reconhecer o uso irracional das drogas lícitas como
fator importante na indução de dependência, devendo, por esse motivo, ser objeto, de
um adequado controle social, especialmente nos aspectos relacionados à propaganda
comercialização acessibilidade de populações vulneráveis, tais como crianças e
adolescentes."
Acreditamos que a oferta destas drogas ditas lícitas são a porta de entrada para um
caminho muito tortuoso.
Reconhecer o uso irracional das drogas lícitas como fator importante na indução
de dependência, devendo, por esse motivo, ser objeto de um adequado controle
social, especialmente nos aspectos relacionados à propaganda, comercialização
e acessibilidade de populações vulneráveis, tais como crianças e adolescentes.
Escolhemos esse pressuposto, porque acho que teria que se fazer um controle
melhor das drogas lícitas, por achar que o consumo delas já é um começo para que o
adolescente faça uso de outras drogas estimulantes etc.  
Concordamos que a liberdade no uso destas drogas sociais deva ser vista como
uma porta aberta para a entrada de outras drogas mais "pesadas".  O fator
propaganda é muito persuasivo para os mais jovens,(os de cervejas, por exemplo),
que acabam caindo nessas armadilhas, atraindo outros problemas além da dependência,
tais como o número enorme de jovens que morrem ou matam em acidentes de carro
nas nossas estradas e rodovias.
Destacamos também o pressuposto: *Reconhecer as diferenças entre o usuário, a
pessoa em uso indevido,o dependente e o traficante de drogas,tratando-os de forma
diferente. Identificando essas diferenças tem como saber o tratamento adequado para
cada usuário.  
Também achamos que as propagandas ajudam a estimular a curiosidade dos jovens,
com isso caindo nas dependências com as drogas lícitas.
Em nossa comunidade o que vemos é o uso de bebidas alcoólicas em meio aos nossos
jovens. A maioria já tem a cultura da cervejinha como normal. Eu mesma já presenciei uma
mãe oferecendo vinho em uma chupeta para seu filhinho de uns dois anos. Um absurdo!
Isso comprova que alguns são "levados" pelo vício na adolescência, jovens, outros (boa
parte da nossa comunidade), já crescem com esse costume. Acham natural e são
apoiados pelos pais que ficam "orgulhosos" até desta atitude, principalmente se o filho
for homem.Taí mais um aspecto do problema: o uso destas drogas é traduzido como
poder e virilidade em nossa sociedade.
Ainda temos a falta de fiscalização, ou a precariedade desta, nas estradas onde
encontramos bares que vendem bebidas e etc. ás margens de rodovias. Quem de
nós não conhece alguém,(ou já não ouviu um relato), que tenha sofrido acidente
exatamente por essas razões?
Mas,é isso aí...Precisamos continuar lutando e fazendo nosso trabalho com
aqueles que estão perto de nós, os nossos alunos, e manter a esperança que
teremos em breve uma sociedade melhor, mais consciente e capaz de dizer não.
Vemos um avanço tecnológico muito grande desde o boom que veio com o advento
da globalização e nossos alunos são fruto dessa correria desenfreada que se transformou
a vida no século XXI. O tempo hoje corre. Lembro-me de quando fiz o antigo 2º grau
e tudo era mais devagar.
Com todo este furacão de emoções as crianças estão fazendo tudo cada vez mais
cedo e pulando etapas importantes para sua formação.
Com a construção da Casa de Detenção próxima da escola os riscos aumentaram
muito, pois nossa cidade deixou de ser apenas uma cidade de interior, agora o trânsito
de pessoas de outros lugares cresceu e a facilidade com que as drogas estão chegando
até nossos alunos tem nos preocupado muito. Como já havia dito antes, um dos
motivos do nosso interesse por este curso é conhecer melhor este assunto para poder
auxiliar mais meus alunos e juntamente com a comunidade escolar criar projetos de
prevenção e alerta.
O principal fator de risco na nossa comunidade é o convívio dos nossos jovens com
uma casa de detenção. Como já falamos, aqui a oferta de drogas tem aumentado muito,
ainda mais agora com a "tomada" dos morros pela polícia. Esse fato tem feito os traficantes migrarem para a região onde estamos, e consequentemente, ao "montarem" seus quartéis estão á
procura de "soldados". Isso tem nos preocupado muito, pois já temos notícias de
envolvimento de alguns dos nossos neste esquema.
Daí nosso interesse em fortalecer nossas redes sociais e trabalharmos em busca de
uma saída para esta questão.
Acreditamos que a partir da integração entre professor x aluno teremos o início de
um grande projeto de prevenção.
Depois da globalização falar em um trabalho com a intenção deste projeto de prevenção
sem uma rede social sólida não faz sentido. Precisamos de criar um grupo que busque
resultados positivos a fim de justificar tanto esforço.
A utilização daquele aluno que se destaca no grupo para formar elos entre a escola
e a família é muito interessante. No CIEP temos alguns casos de alunos protagonistas
que podem e devem ser utilizados no projeto de intervenção para a prevenção ao uso
de drogas.
A fim de introduzir o assunto de drogas nas turmas (EM) selecionamos o filme Meu
nome não é Johnny e a partir da exibição deste várias abordagens podem ser feitas
e trabalhadas por professores de Língua Portuguesa, Biologia, Química, História, Geografia,
Filosofia, Sociologia etc.
Precisamos perceber a diferença entre autoridade e autoritarismo. Acredito que a
partir do momento em que o jovem respeita o professor, os funcionários da escola,
seus pais, e seus amigos esta relação de autoridade está estabelecida. Em nossa
escola temos exemplos dos dois casos, tanto por parte dos professores quanto por
parte dos responsáveis. Um debate sobre o assunto seria interessante para nortear
o projeto de intervenção.


2.1 – ASPECTOS TEÓRICOS

A fundamentação Teórica deste projeto esta baseada no material disponibilizado
durante o curso.

2.1.1 – RELAÇÃO DO ADOLESCENTE E DO EDUCADOR COM AS DROGAS

Nossa comunidade escolar encontra um grande desafio pela frente. É momento
de capacitação, união, criação de elos, momento de trazer a informação para
a escola, pais, professores, funcionários com o apoio da Direção Escolar e
Parcerias estabelecidas.
Estamos caminhando para o aprendizado de como lidar com um tema tão
importante na formação de nossos jovens.
Acreditamos que nesse contexto a mobilização da comunidade escolar é
primordial e a troca de saberes entre alunos e professores será um ponto
forte neste projeto.


2.1.2 – EPIDEMIOLOGIA NO BRASIL E NO RIO DE JANEIRO

            A fonte dos dados relacionados é: www.obid.senad.gov.br.




2.2 – CONTEXTUALIZAÇÃO DA ESCOLA

GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO
COORDENADORIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO 19 – METROPOLITANA I
CIEP BRIZOLÃO 207 GILSON AMADO
UA: 181244 – AV. FCO ANTONIO RUSSO, 38 – ENGENHEIRO PEDREIRA –
JAPERI    DECRETO DE CRIAÇÃO – Nº 18.559 DE 24 DE MARÇO DE 1993 –
PROCESSO Nº E-18/482-A/93 – D.O. 25/03/1993

O CIEP oferece parte do segmento da Educação Básica, sendo estes: do 5º
ano do Ensino Fundamental até a 3ª série do Ensino Médio.
A Matriz Curricular do Ciep é a oferecida pela SEEDUC e está anexada ao
final deste projeto.
A Unidade Escolar da Rede Pública Estadual de Ensino é órgão integrante
da estrutura da Secretaria Estadual de Educação, diretamente subordinado
a Coordenadoria de Ensino em cuja jurisdição se encontra, sendo esta a
Coordenadoria Regional 19 Metropolitana 1. O Coordenador regional
de nossa Metro é o professor Jader Campos dos Santos.
Esta Unidade Escolar é mantida com verbas da A.A.E., formada por pessoas
eleitas pela comunidade escolar e local. As verbas são enviadas para A.A.E
pelo Governo do Estado e Governo Federal (projetos de amplitude nacional),
estas são equivalentes ao número de alunos e turmas. 


2. 2. 1 – História da Escola

         A Unidade Escolar CIEP BRIZOLÃO 207 Gilson Amado foi fundada
em 24 de março de 1993. Recebeu este nome em homenagem ao jornalista
e educador brasileiro Gilson Amado (Itaporanga (SE) 1908 – Rio de Janeiro
(RJ) 1979). A vida profissional de Gilson Amado iniciou-se no rádio como
comentarista político e de assuntos de interesse público. Foi pioneiro na
produção de programas educativos para o rádio e a televisão. Tornou-se
presidente da Fundação Centro Brasileiro e TV Educativa.
         No ano de sua inauguração o CIEP tinha como Diretora Geral
à professora Ângela, suas adjuntas eram as professoras Sandra e Cremilda.
Funcionava em horário integral atendendo apenas ao primeiro segmento
do Ensino Fundamental. A maioria das professoras eram bolsistas, pois no
Estado do Rio ainda não tinham profissionais de carga horária 40 horas para
atender as crianças em horário integral.
         No ano seguinte o então governador Leonel Brizola ofereceu um mega
concurso público para funcionários de 40 horas de todos os setores da educação
a fim de suprir os CIEPs. Desta forma a escola recebeu professores estatutários
que atendiam as crianças e participavam da formação continuada diariamente.
O ensino nos CIEPs era voltado para linha construtivista e a criança era atendida
em todas as suas necessidades. O projeto foi um grande sonho, mas não obteve
sucesso por muito tempo.
         Em 1997 houve eleição para direção no CIEP e a Diretora Geral passou
a ser a professora Nadir Antunes com as professoras Alexandra e Elizabeth
como adjuntas. Como principal atuação desta direção ficou a implementação do
segundo segmento do Ensino Fundamental e o Ensino Médio no ano de 1998.
         No ano de 2000 novas eleições e assumiram como Diretor Geral o professor
Luiz Cláudio e diretoras adjuntas as professoras Leni e Sebastiana. Esta direção trouxe
bons projetos tais como: Pré-vestibular comunitário, oficinas de padaria e informática etc.
Mas por motivos variados a escola sofreu várias intervenções. Foi um período muito ruim.
Como interventores tivemos o professor Mauro e depois o professor José Elias. Em 2004
houve eleição e uma chapa montada pelos professores da UA e com apoio de 85% dos
votos dos alunos assumiu a Direção. Como Diretora Geral assumiu a professora Tânia Cristina
e diretores adjuntos professores José Elias e Jorge Cezar.
         Com a Direção Geral da professora Tânia Cristina dos Santos Machado o CIEP
BRIZOLÃO 207 Gilson Amado ganhou respeito e fez um bom nome perante a comunidade
local e com a Coordenadoria Regional e Secretaria de Educação.
         Nossa escola cresceu e hoje contamos com mais de dois mil alunos com 61 turmas
divididas nos três turnos.
         O perfil de nosso vem mudando a cada ano e hoje sua necessidade maior é a
preparação para a entrada no mercado do trabalho e entrada nas Universidades.
         Atualmente nossa Diretora Geral é a professora Tânia Cristina dos Santos
Machado e Diretores Adjuntos professores Wilson, Luceli e Magaly.

Nossa Escola está situada em Engenheiro Pedreira – Japeri/RJ, em uma área de zona
urbana. É um espaço privilegiado, pois estamos em um CIEP e todos sabemos a
grandeza do espaço físico deste projeto e estamos trabalhando para bem ocupá-lo
com nossa comunidade escolar, através de projetos e ações inseridas em nossa proposta
pedagógica.
Nossos alunos tem a necessidade de um atendimento voltado para o ingresso nas
Universidades e incentivo a conclusão do Ensino Básico para acessibilidade ao
mercado de trabalho.
O município onde está inserida nossa unidade escolar tem o IDH muito baixo e
por isso muitos são os projetos tanto no âmbito Estadual quanto no Federal que
vem nos auxiliar e nos beneficiar

2.2.2.- Dados do município

Antes de se chamar Japeri, as terras onde hoje fica localizada nossa cidade foram
chamadas inicialmente de Engenho de Pedro Dias e logo em seguida de Belém e
faziam parte da grande sesmaria de quatro léguas contíguas e contínuas, na
freguesia da Sacra Família do Caminho Novo do Tinguá. Toda a área havia s
ido concedida a Inácio Dias Velho da Câmara Leme.
      Com sua morte, as terras foram divididas e couberam aos seus netos
Pedro Dias Macêdo Paes Leme, marquês de São João Marcos, as situadas à
oeste do rio Sant’Ana e, ao marquês de Quixeramobim, as situadas à leste do
mesmo rio. O primeiro núcleo de povoamento na área formou-se ao redor da
capela dedicada ao culto de N.S.a de Belém e Menino Deus. Com o correr dos
anos aquele pequeno núcleo rural, desenvolveu-se lentamente, transformando-se
num modesto povoado, após ali chegarem os trilhos da Estrada de Ferro
Dom Pedro II (RFFSA), cujo tráfego e estação foram inaugurados em 08 de
novembro de 1858. O governo provincial, para melhor atender à população
local, inaugurou em 1872, a primeira escola primária da então Belém.
      Dez anos depois, o local já despontava como um promissor núcleo populacional
do município de Nova Iguaçu. Em 28 de abril de 1952, pela Lei n.º1.472, a área
foi elevada à condição de distrito, ganhando finalmente o nome de Japeri. Mas
segundo dados do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil, o nome Japeri surgiu
a partir de janeiro de 1947, dado pelos bandeirantes paulistas, responsáveis por
sua fundação e que permaneceram em seu território por quase dois séculos. A
palavra Japeri é de origem indígena e denominava uma planta semelhante ao
junco, que flutuava nos pântanos da região.
      Com a erradicação das lavouras cafeeiras no final da década de 60, o
fluxo migratório se acentuou, constituído de ex-colonos vindo do sul do Espírito
Santo, Norte Fluminense e Zona da Mata de Minas que vinham em busca de
trabalho e melhores condições de vida. Com mais de 100 mil habitantes,
servindo de cidade-dormitório, onde a média salarial girava em torno do mínimo.
     A partir de 1989, o município de Nova Iguaçu passou a ter 13 SubPrefeituras,
e no 6º distrito foram criadas duas delas: Japeri e Engenheiro Pedreira. Por esta
razão e por estarem politicamente constituídas em um único distrito, surgiu o
primeiro movimento de emancipação, com vistas ao desenvolvimento da cidade.
     Anteriormente, houve a tentativa de anexar o 6º distrito de Nova Iguaçu ao
Município de Paracambi. Em seguida, foi efetuada uma nova tentativa de emancipar
o 2º e o 6º distrito: Queimados e Japeri, respectivamente. Uma terceira tentativa
com o mesmo objetivo foi contida por uma liminar do Tribunal Superior Eleitoral,
que vetava a criação de novos municípios.
     No plebiscito realizado em 30 de junho do ano de 1991, Japeri conquistou
sua independência Político-administrativo, emancipando-se de Nova Iguaçu,
com base na lei n.º1.902, de 02 de dezembro de 1991.
     A emancipação consolidou-se em 01 de janeiro de 1993, com solenidade
altamente concorrida e prestigiada pelas autoridades locais e dos municípios vizinhos.
     O primeiro prefeito foi Carlos Moraes Costa, que exerceu o poder de 1993 a
1996. A população japeriense elegeu então o prefeito Luis Barcelos, que ficou no
cargo de 1997 a 2000. No ano seguinte Carlos Moraes venceu novamente as
eleições e iniciou seu segundo mandato na administração da cidade. Em 2005,
Bruno Santos Silva, assumiu a prefeitura, permanecendo no cargo até o ano
passado, quando o atual prefeito Ivaldo Barbosa dos Santos conquistou sua
brilhante vitória nas eleições municipais, iniciando seu governo em janeiro desse ano.

2.2.3 – A Proposta do Projeto Político da Escola

O Projeto Pedagógico (PP) da escola hoje está inserido num cenário marcado
pela diversidade.
A autonomia e a gestão democrática da escola fazem parte da própria natureza
do ato pedagógico. A gestão democrática da escola é, portanto, uma exigência
de nosso PP. Desta forma este se justifica na busca de soluções democráticas
para as necessidades da nossa Comunidade Escolar, visando oferecer Educação
de Qualidade comprometida com o desenvolvimento pleno do alunado, com identidade
própria capaz de transformar sua realidade.
         Não há mais lugar, hoje, para valores, comportamentos e verdades que
distanciam a escola do que se espera dela: ensinar aos alunos a aprenderem com
prazer e competência.
         A sociedade atual exige que a escola esteja em sintonia com a vida para
que ambas possam crescer juntas. Articular escola e vida cidadã implica na
mudança de paradigmas e de relações. É o que pretendemos com a implementação
deste projeto, pois estamos “BUSCANDO A PERMANÊNCIA DO ALUNO
NA ESCOLA E A QUALIDADE NA EDUCAÇÃO”. 
É preciso renovar: práticas, ideais, sentimentos, pensamentos, posturas, valores
e finalidades. Propomos assim, a transformação da realidade a partir da renovação.
Este documento propõe a transformação desta realidade incentivando a pesquisa,
promovendo reflexões, ações, práticas de inclusão, leitura crítica e a garantia do
desenvolvimento da autoestima positiva de todos os indivíduos empenhados na
realização do projeto.
Para a evitar a evasão escolar e a repetência torna-se imprescindível o envolvimento
de toda comunidade escolar. A comunidade escolar precisa estar presente para se
apropriar de algo que pertence a ela, se tornado sujeito da transformação e não
mero espectador. As dificuldades só poderão ser vencidas com alianças e
cumplicidade de todos os envolvidos no processo.   
         Todos os envolvidos no processo de renovação devem estar preparados
e disponíveis para se avaliarem e/ou em equipe, atualizando os objetivos,
discutindo alternativas, visando sempre à melhoria do processo.
Buscamos um mundo de qualidade. Acreditamos que o ponto de partida
desta busca encontra-se nos sonhos. É preciso sonhar. Sonhar com um mundo melhor,
com uma educação de qualidade.  Contudo, é preciso juntar objetividade e sonho,
para que o sonho se torne realidade, pois a Educação que queremos é justa, social,
democrática, participativa para a construção do homem, ser social, com valores
sociais e humanos que possibilitem o respeito à vida e uma busca constante,
cada vez maior, de elevação do homem enquanto ser do mundo. Enfim a pessoa
é nosso objetivo. A formação ou construção de um cidadão consciente de si mesmo,
do espaço que ocupa no mundo, daquilo que é no momento, do espaço que
ocupa no mundo e daquilo que pretende ser. Um cidadão com competência e,
sobretudo com amor.
         O processo de construção de nosso Projeto Político Pedagógico vem
acontecendo desde o ano de 2000. Ao passar dos anos o aprimoramento vem
sendo feito de forma anual.
         Para atender nosso Tema Gerador que é a CIDADANIA e o eixo temático
que é resgatar a cidadania este projeto começou a ser idealizado no decorrer do
ano de 2009. Todas as experiências foram analisadas e bons projetos surgiram.
A análise dos dados relativos ao índice de aproveitamento dos alunos foi relevante
para a escolha dos subprojetos que irão fazer parte deste PP.
Nosso aluno faz parte de um mundo globalizado e por isso as novas tecnologias
estão presentes no seu dia-a-dia fazendo com que a escola e todo corpo docente
interaja com esse novo saber e desta forma ganhe a confiança de nosso jovem
facilitando o processo de troca de aprendizagem.
         Por fazermos parte de uma instituição pública participamos de muitos projetos
ligados as Redes Estaduais e Federais norteando nosso trabalho na busca da
qualidade de ensino e melhoria do IDEB da escola.
         Partindo por este ponto de vista projetos voltados para as áreas de
Língua Portuguesa e Matemática são mais reqüentes, não deixando de lado ao
outras áreas do saber.
         Pensando em diminuir a evasão escolar surgiram os projetos ligados
à prática dos esportes estimulando a competição saudável.
         Para aproveitar o grande espaço físico que nossa escola oferece surgiram
os projetos ligados a terra, como a horta escolar.
         E não esquecendo da comunidade do entorno e pais de nossos alunos
oferecemos projetos, tais como: hidroginástica para terceira idade e natação
para os jovens.
         Cada subprojeto foi elaborado com o apoio do profissional da área e do
coletivo da comunidade escolar em reuniões ocorridas durante o ano letivo de
2009 e início de 2010.

2.2.4 – MARCO REFERENCIAL
        
Queremos um mundo onde o homem se veja como transformador do planeta, consciente desta missão e com passos firmes e rumo certo.
Buscamos uma sociedade justa, solidária, com oportunidades de trabalho, lazer,
saúde, com uma educação eficaz, isto é, com uma aprendizagem significativa.
Queremos ajudar a formar cidadãos críticos, atuantes, responsáveis e conscientes
de seus direitos e deveres para que possam buscar uma melhor qualidade de vida.
Conforme a atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de acordo com
o art. 22, “ a educação básica tem por finalidades desenvolver o educando ,
assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e
fornecer-lhe os meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores”.
Quanto ao Ensino Médio, etapa final da educação básica, dentre suas finalidades
citamos o inciso III do art. 35, ao “ aprimoramento do educando como pessoa
humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual
e do pensamento crítico”. Para isto, é necessário desenvolver valores indispensáveis
para o bem viver na sociedade como: solidariedade, amor, união, respeito às
diferenças e desigualdades individuais e sociais.  
Pretendemos formar cidadãos que possuam postura desafiadora, investigativa, criativa,
positiva e ousada frente à vida, antenados com o mundo, fazendo da ética seu
estandarte e da participação sua arma na construção da sociedade que idealizamos.
O homem como agente transformador precisa ser responsável pelos seus atos,
para que possa buscar o crescimento social e assim, se renovando, terá condições
de renovar sua realidade visando construir um mundo melhor.
         No mundo atual existe uma necessidade de acompanhar as novidades
políticas, econômicas, sociais e tecnológicas. Cada indivíduo precisa estar inserido
no atual sistema econômico que é a Globalização.
         As mudanças são rápidas, precisamos (professores, alunos e pais)
acompanhar estas mudanças na mesma velocidade.
         É na escola, onde encontramos várias cabeças pensantes e futuros
pensadores que precisamos despertar para este novo processo mundial.
         A preocupação maior é a formação de um cidadão consciente, crítico
e preparado para o mercado de trabalho. A educação escolar é o caminho para este
objetivo. Nas nossas escolas, na educação brasileira, existe uma idéia de
“modernidade democrática”, que não existe.
         Pedem aos professores que se trabalhe a realidade do aluno, mas na
hora do concurso público, do vestibular, é o estudo tradicional que se destaca.
         Existe uma necessidade muito grande de mudanças na educação, uma
política educacional de primeira linha para todas as classes sociais, professores
bem preparados, alunos estimulados e uma família participante.
         Para iniciarmos a caminhada devemos atentar para a disciplina funcional, estarmos s
empre solícitos e unidos para o bom andamento do serviço. Visando a melhor forma
de trabalhar para que todos se beneficiem. Cada um respeitando o seu papel profissional
e de acordo com sua função. Precisamos de harmonia, compromisso, união, condições
materiais e psicológicas para melhor executar nossos trabalhos.
         Não podemos esquecer que nossos alunos estão em meios familiares onde os pais
não têm muito controle sobre seus filhos, ou estão ausentes devido à necessidade de trabalho.
         A problemática das drogas lícitas e ilícitas é uma crescente em nossa Unidade
Escolar, uma capacitação para o grupo a fim de dar suporte ao aluno faz-se necessária.
Juntamente a esta ação devemos integrar a família neste contexto para amenizar as causas que
levam o adolescente a esta realidade.
         Para amenizar isto devemos proporcionar meios que levem os alunos a descobrir
seus talentos, habilidades, fortalecendo a auto-estima (através de dinâmicas, apresentações etc.).
         Trabalhando sempre em nossos alunos o respeito aos direitos e deveres com relação
aos funcionários, professores e a eles mesmos.
         Promovendo meios de integrar a comunidade. (Aulas diversas, esporte, artesanato, etc.).
         Assim sendo, desenvolver uma gestão facilitadora, para que as propostas tenham
seus objetivos alcançados.
3. OBJETIVOS

Mobilizar os integrantes da comunidade escolar para a realidade da escola.
Sensibilizar as famílias para a necessidade da integração com a escola e do diálogo com
o jovem.
Criar meios de união entre família x escola x jovem a fim de proporcionar um ambiente de
prevenção e esclarecimento.
Buscar parcerias com a Secretaria Municipal de Saúde para promovermos palestras de
informação.
Pesquisar ONGs que trabalhem com este assunto para auxiliar na campanha de prevenção.
Apresentar vídeos esclarecedores.
Montar um painel ilustrativo e informativo sobre a diferença entre as drogas lícitas e ilícitas.
Organizar um folder de prevenção e criar uma campanha de prevenção no entorno escolar.

4. METODOLOGIA
O público-alvo de nosso projeto será toda a comunidade escolar.
Será utilizado o espaço das salas de aula para trabalhos com os alunos e o auditório para
oficinas, palestras e reuniões.
Os materiais necessários são:
Data-show;
Computador;
Filmes (os vídeos oferecidos durante o curso e Meu nome não É Johnny (EM));
Papel (para o mural e folders);
Tesoura, cola, figuras ilustrativas, impressora, livro ata (para registrar as reuniões).
            Como recursos humanos teremos:
Professores;
Enfermeiros;
Palestrantes;
Integrante do Conselho Tutelar;
Médicos;
Ex-drogados.
As atividades desenvolvidas serão:
- reuniões de mobilização e sensibilização da comunidade escolar;
- apresentação de vídeos;
- palestras;
- criação de mural;
- preparação do folder;
- divulgação do material confeccionado.
           
            Não teremos custos, pois o usaremos o material disponível na escola e os palestrantes serão através de parceria entre a Secretaria Municipal e ONGs.

Mês
Atividades









10º

11º
Reuniões com a comunidade escolar










Sensibilização da família










Integração família x escola x jovem










Buscar parcerias










Pesquisa de ONGs










Apresentação de vídeos










Palestras






















































CRONOGRAMA

Painel










Criação do folder










Distribuição dos folders













































5. Considerações Finais

Esperamos contribuir para a formação dos nossos alunos capacitando professores 

através do curso SENAD - Prodequi - UnB – CEAD Curso de Prevenção do Uso de

Drogas para Educadores das Escolas Públicas, oferecendo integração escolar, reuniões,

palestras e material de prevenção.

Criar um elo integrador entre comunidade escolar e família é um ponto primordial e
fazer parcerias com a finalidade de trazer profissional especializados para palestras
sérias e comprometidas com a causa.
Integrar as atividades com todas as disciplinas da escola, pois por ser um tema que
aborda um problema social possibilita pontos em todas as áreas do currículo.

6- Referências
AGUILAR, M. J. Avaliação de serviços e programas sociais. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1995.
FRITZEN, S. J. Exercícios práticos de dinâmica em grupo. Petrópolis: Vozes, 1994. v. 1, v. 2.
IOZO, R. Cem jogos para grupos. São Paulo: Summers, 1996.
LAVILLE, C.; DIONNE, J. A construção do saber: manual de metodologia da pesquisa em ciências humanas.Porto Alegre: Artmed/UFMG, 1999.
MINAYO, M. C. S. (Org.). Pesquisa social. Teoria, método e criatividade. 6. ed. Petrópolis: Vozes, 1996.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e AIDS. Manual domultiplicador: adolescente. Brasília: Ministério da Saúde, 1997.
______. Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e AIDS. Manual do multiplicador:prevenção às DST/AIDS. Brasília: Ministério de Saúde, 1996.
MONTEIRO, R. F. Jogos dramáticos. São Paulo: Ágora, 1994.
MOURA, M. L. de.; FERREIRA, M. C.; PAINE, P. A. Manual de elaboração de projetos de pesquisa. Rio de Janeiro: UERJ, 1998.
THIOLLENT, M. Metodologia da pesquisa-ação. 8. ed. São Paulo: Cortez, 1998.
UNIFESP. Centro de Informações Sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID). Livreto informativo sobre drogas psicotrópicas. São Paulo: OBID, 2003.
DE CICCO, L. H. S. Saúde animal: alcoolismo, vício, delírio e morte. Disponível em:
line.com.br/alcool.htm>. Acesso em: 5 jun. 2006.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

AS PALAVRAS SÃO PRESAS A UMA CLASSE APENAS?


Introdução

Vamos destacar aqui alguns pontos que consideramos básicos para uma reflexão mais sistemática sobre o ensino de língua materna.
É importante discutir, ainda, e principalmente, sobre o papel das classes de palavras, ou melhor dizendo, da classificação das palavras em classes, ou ainda, do valor semântico das próprias palavras quando o que queremos destacar é o texto e seu contexto. Aí, nesse caso, " lé pode começar a não bater com cré"... Quer ver?
É possível aprisionar as palavras???
Como gostamos muito de exemplos, olhe com calma para os que se seguem:
Fonte: Quino, 1995

Analise, no último quadrinho da charge, a reflexão de Mafalda. Essa reflexão refere-se a quê? Que modificações de sentido são introduzidas na charge, a partir da mudança verbal e da crase (lembra-se? Junção do "a" preposição com o "a" artigo, que fica assim:à) no lugar do artigo?
O anúncio trazido de Penedo também trabalha com a modificação de sentidos, a partir da colocação de uma letra, criando outro vocábulo no texto apresentado. Como é essa utilização e qual a modificação que ela construiu?
Nos três exemplos há constituição de sentidos diferentes a partir da utilização das palavras em, aparentemente, pequenas modificações gramaticais (Mafalda), ou em acréscimo de letras que, criando outra palavra - e modificando a classes da palavra - constrói outro sentido (placa de Penedo).
Isso nos leva à pergunta que abriu esta oficina: é possível aprisionar as palavras? E acrescentamos outras:

• As palavras se deixam aprisionar?

• As classes de palavras são determinantes nas interpretações que realizamos em alguns textos ?

Adicione-se a estas perguntas o fato de que estamos, tão somente, refletindo sobre a relação existente entre a categorização sistemática das palavras em classes gramaticais e seu uso corrente em textos. Em outras palavras, sobre a ascendência das questões gramaticais sobre a fala e a escrita existentes no cotidiano de nossa comunicação. E se pensássemos, agora, sobre a importância do texto - e de seu contexto - na construção de sentidos quando nosso cenário é a escola, mais precisamente, a sala de aula???
Provavelmente, nossas reflexões nos encaminham a pensar sobre a conveniência do trabalho com o texto, ao invés do trabalho que vivenciamos quando alunos - as palavras soltas, fragmentadas, no máximo conectadas em orações ou períodos geralmente sem sentido para nós - e que nos fazem, até hoje, perguntar: O que é ensinar língua materna?
Esperamos ter deixado você, professor, com muitas dúvidas acerca da natureza da língua materna; dos usos que a constituem e, principalmente, de seu ensino nos anos iniciais do ensino fundamental... Um de nossos objetivos era esse: deixar você com a "pulga atrás da orelha" em relação à sempre eterna pergunta: será que nós ensinamos, realmente, a língua materna???
A gramática na escola, o que se faz?

Fonte:

sábado, 19 de fevereiro de 2011

A LÍNGUA PORTUGUESA AGRADECE

Mesmo que você saiba de todas essas formas corretas, passe adiante, pode ser útil para outras pessoas.

Nunca diga:

- Menas (sempre menos)
- Iorgute (iogurte)
- Mortandela (mortadela)
- Mendingo (mendigo)
- Trabisseiro (travesseiro) - essa é de doer, hein!
- Cardaço (cadarço)
- Asterístico (asterisco)
- Meia cansada (meio cansada)

E lembre-se:

- Mal - Bem
- Mau – Bom

Trezentas gramas (a grama pode ser de um pasto). Se você quer falar de peso, então é O grama: trezentOs gramas.

- Di menor, di maior (é simplesmente maior ou menor de idade).

- Beneficiente (beneficente - lembre-se de Beneficência Portuguesa)

- O certo é BASCULANTE e não VASCULHANTE, aquela janela do banheiro ou da cozinha.

Se você estiver com muito calor, poderá dizer que está "suando" (com u) e não "soando", pois quem "soa" é sino !

- A casa é GEMINADA (do latim geminare = duplicar) e não GERMINADA que vem de germinar, nascer, brotar.

- O peixe tem ESPINHA (espinha dorsal) e não ESPINHO. Plantas têm espinhos.


- Homens dizem OBRIGADO
e mulheres OBRIGADA.

"FAZ dois anos que não o vejo“ e não “FAZEM dois anos”

- "HAVIA muitas pessoas no local" e não "HAVIAM”

- "PODE HAVER problemas" e não "PODEM HAVER...."
(os verbos fazer e haver são impessoais!!)

- PROBLEMA e não POBLEMA ou POBREMA
(deixe isso para o Zé Dirceu)

- A PARTIR e não À PARTIR

O certo é HAJA VISTA (que se oferece à vista) e não HAJA VISTO.

- POR ISSO e não PORISSO (muito comum nas páginas de recado do orkut, junto com o AGENTE pode marcar algo... Se é um agente, ele pode ser secreto, aduaneiro, de viagens...)

A GENTE = NÓS

O certo é CUSPIR e não GOSPIR.

HALL é RÓL não RAU, nem AU.

Para EU fazer, para EU comprar, para EU comer e não para MIM fazer, para mim comprar ou para mim comer...

(mim não conjuga verbo, apenas
"eu, tu, eles, nós, vós, eles")

- Você pode ficar com dó (ou com um dó) de alguém, mas nunca com "uma dó"; a palavra dó no feminino é só a nota musical (do, ré, mi, etc etc.)

- As pronúncias: CD-ROM é igual a ROMA sem o A. Não é CD-RUM (nem CD-pinga, CD-vodka etc). ROM é abreviatura de Read Only Memory - memória apenas para leitura.

E agora, o horror divulgado pelo pessoal do TELEMARKETING:

Não é
“eu vou ESTAR mandando”
“vou ESTAR passando”
“vou ESTAR verificando”

E sim

eu vou MANDAR
vou PASSAR
vou VERIFICAR

(muito mais simples, mais elegante e CORRETO).

Da mesma forma é incorreto perguntar:
COM QUEM VOCÊ QUER ESTAR FALANDO?

- Veja como é o correto e mais simples: COM QUEM VOCÊ QUER FALAR?

- Ao telefone não use: Quem gostaria? (É de matar...)

- Não use: peraí, agüenta aí, só um pouquinho (prefira: Aguarde um momento, por favor)

Por último, e talvez a pior de todas: Por favor, arranquem os malditos SEJE e ESTEJE do seu vocabulário (estas palavras não existem!!)

- Não é elegante você tratar ao telefone, pessoas que não conhece, utilizando termos como:
querido(a), meu filho(a), meu bem, amigo(a)... (a não ser que você esteja ironizando-a(o).
Utilize o nome da pessoa ou senhor(a).

Fonte: http://blogdaeli-pedagogico.blogspot.com/2011/02/lingua-portuguesa-agradece-e-nossos.html

AULA DE PORTUGUÊS

1 - "Custas" só se usa na linguagem jurídica" para designar despesas feitas no processo. Portanto, devemos dizer: "O filho vive à custa do pai". No singular.

2 - Não existe a expressão "à medida em que". Ou se usa à medida que correspondente a à proporção que, ou se usa na medida em que equivalente a tendo em vista que.

3 - 'O certo é "a meu ver" e não ao meu ver.

4 - "A princípio" significa inicialmente, "antes de mais nada": Ex: A princípio, gostaria de dizer que estou bem. "Em princípio" quer dizer "em tese". Ex: Em princípio, todos concordaram com minha sugestão.

5 - "À-toa", (com hífen), é um adjetivo e significa "inútil", "desprezível". Ex: Esse rapaz é um sujeito à-toa. "À toa", (sem hífen), é uma locução adverbial e quer dizer "a esmo", "inutilmente". Ex: Andava à toa na vida.

6 - Com a conjunção se, deve-se utilizar acaso, e nunca caso. O certo: "Se acaso vir meu amigo por aí, diga-lhe..." Mas podemos dizer: "Caso o veja por aí...".

7 - 'Acerca de' quer dizer 'a respeito de'. Veja: Falei com ele acerca de um problema matemático. Mas há cerca de é uma expressão em que o verbo haver indica tempo transcorrido, equivalente a faz. Veja: Há cerca de um mês que não a vejo.

8 - Não esqueça: alface é substantivo feminino. A Alface está bem verdinha.

9 - Além pede sempre o hífen: 'além-mar', 'além-fronteiras', etc.

10 - Algures é um advérbio de lugar e quer dizer 'em algum lugar'. Já alhures significa 'em outro lugar'.

11 - Mantenha otimbre fechado do o no plural dessas palavras: 'almoços', 'bolsos', 'estojos', 'esposos', 'sogros', 'polvos', etc.

12 - O certo é 'alto-falante', e não auto-falante.

13 - O certo é 'alugam-se casas', e não aluga-se casas. Mas devemos dizer precisa-se de empregados, trata-se de problemas. Observe a presença da preposição (de) após o verbo. É a dica pra não errar.

14 - Depois de ditongo, geralmente se emprega x. Veja: 'afrouxar', 'encaixe', 'feixe', 'baixa', 'faixa', 'frouxo', 'rouxinol', 'trouxa', 'peixe', etc.

15 - Ancião tem três plurais: 'anciãos', 'anciães', 'anciões'.

16 - Só use ao 'invés de' para significar 'ao contrário de', ou seja, 'com idéia de oposição'. Veja: Ela gosta de usar preto ao invés de branco. Ao invés de chorar, ela sorriu. Em vez de quer dizer em lugar de. Não tem necessariamente a idéia de oposição. Veja: Em vez de estudar, ela foi brincar com as colegas. (Estudar não é antônimo de brincar).

17 - Ainda se vê e se ouve muito aterrisar em lugar de aterrissar, com dois s. 'Escreva sempre com o s dobrado'.

18 - 'Não existe preço barato ou preço caro'. Só existe preço alto ou baixo. 'O produto, sim, é que pode ser caro ou barato'. Veja: Esse televisor é muito caro. O preço desse televisor é alto.

19 - Ainda se vê muito, principalmente na entrada das cidades, a expressão bem vindo (sem hífen) e até benvindo. As duas estão erradas. Deve-se escrever 'bem-vindo', sempre com hífen.

20 - Atenção: 'nunca empregue hífen depois de bi, tri, tetra, penta, hexa, etc'. O nome fica sempre coladinho. O Sport se tornou tetracampeão no ano 2000. O Náutico foi hexacampeão em 1968. O Brasil foi bicampeão em 1962.

21 - Veja bem: 'uma revista bimensal é publicada duas vezes ao mês', ou seja, 'de 15 em 15 dias'. 'A revista bimestral só sai nas bancas de dois em dois meses'. Percebeu a diferença?

22 - Hoje, tanto se diz 'boêmia' como 'boemia'. Nelson Gonçalves consagrou a segunda, com a tonacidade no mia.

23 - Cuidado: 'Eu caibo' dentro daquela caixa. A primeira pessoa do presente do indicativo assim se escreve porque o verbo é irregular.

24 - Preste atenção: 'o senador Luiz Estêvão foi cassado'. Mas 'o leão foi caçado' e nunca foi achado. Portanto, 'cassar' (com dois s) quer dizer tornar nulo, sem efeito.

25 - Existem palavras que 'só devem ser empregadas no plural'. Veja: osóculos, as núpcias, as olheiras, os parabéns, os pêsames, as primícias, os víveres, os afazeres, os anais, os arredores, os escombros, as fezes, as hemorróidas, etc.

26 - Pouca gente tem coragem de usar, mas o plural de caráter é 'caracteres'. Então, Carlos pode ser um bom-caráter, mas os dois irmãos dele são dois maus-caracteres.

27 - 'Cartão de crédito e cartão de visita não pedem hífen'. 'Já cartão-postal exige o tracinho'.

28 - 'Catequese se escreve com s', mas 'catequizar é com z'. Esse português...

29 - O exemplo acima foge de uma regrinha que diz o seguinte: os verbos derivados de palavras primitivas grafadas com s formam-se com o acréscimo do sufixo -ar: análise-analisar, pesquisa-pesquisar, aviso-avisar, paralisia-paralisar, etc.

30 - 'Censo é de recenseamento'; 'senso refere-se a juízo'. Veja: O censo deste ano deve ser feito com senso crítico.

31 - 'Você não bebe a champanhe. Bebe o champanhe'. É, portanto,palavra masculina.

32 - 'Cidadão só tem um plural: cidadãos'.

33 - Cincoenta não existe. 'Escreva sempre cinquenta'.

34 - Ainda tem gente que erra quando vai falar gratuito e dá tonicidade ao i, como de fosse gratuíto. 'O certo é gratuito', da mesma forma que pronunciamos intuito, circuito, fortuito, etc.

35 - E ainda tem gente que teima em dizer rúbrica, em vez de rubrica, com a sílaba bri mais forte que as outras. 'Escreva e diga sempre rubrica'.

36 - 'Ninguém diz eu coloro esse desenho'. Dói no ouvido. Portanto, o verbo colorir é defectivo (defeituoso) e não aceita a conjugação da primeira pessoa do singular do presente do indicativo. 'A mesma coisa é o verbo abolir'. Ninguém é doido de dizer eu abulo. Pra dar um jeitinho, diga: Eu vou colorir esse desenho. Eu vou abolir esse preconceito.

37 - 'Outro verbo danado é computar'. Não podemos conjugar as três primeiras pessoas: eu computo, tu computas, ele computa. A gente vai entender outra coisa, não é mesmo? Então, para evitar esses palavrões, decidiu-se pela proibição da conjugação nessas pessoas. Mas se conjugam as outras três do plural: computamos, computais, computam.

38 - Outra vez atenção: os verbos terminados em -uar fazem a segunda e a terceira pessoa do singular do presente do indicativo e a terceira pessoa do imperativo afirmativo em -e e não em -i. Observe: Eu quero que ele continue assim. Efetue essas contas, por favor. Menino, continue onde estava.

39 - A propósito do item anterior, devemos lembrar que os verbos terminados em -uir devem ser escritos naqueles tempos com -i, e não -e. Veja: Ele possui muitos bens. Ela me inclui entre seus amigos de confiança. Isso influi bastante nas minhas decisões. Aquilo não contribui em nada com o progresso.

40 - 'Coser significa costurar'. 'Cozer significa cozinhar'.

41 - 'O correto é dizer deputado por São Paulo', 'senador por Pernambuco', e não deputado de São Paulo e senador de Pernambuco.

42 - 'Descriminar' é absolver de crime, inocentar. 'Discriminar' é distinguir, separar. Então dizemos: Alguns políticos querem descriminar o aborto. Não devemos discriminar os pobres.

43 - 'Dia a dia (sem hífen) é uma expressão adverbial que quer dizer todos os dias, dia após dia'. Por exemplo: Dia a diaminha saudade vai crescendo. Enquanto que 'dia-a-dia (com hífen) é um substantivo que significa cotidiano' e admite o artigo: O dia-a-dia dessa gente rica deve ser um tédio.




44 - 'A pronúncia certa é disenteria', e não desinteria.
45 - A palavra 'dó (pena) é masculina'. Portanto, 'Sentimos muito dó daquela moça'.

46 - 'Nas expressões é muito, é pouco, é suficiente, o verbo ser fica sempre no singular', sobretudo quando denota quantidade, distância, peso. Ex: Dez quilos é muito. Dez reais é pouco. Dois gramas é suficiente.

47 - 'Há duas formas de dizer': é proibido entrada, e é proibida a entrada. Observe a presença do artigo a na segunda locução.

48 - Já se disse muitas vezes, mas vale repetir: 'televisão em cores', e não a cores.

49 - Cuidado: 'emergir é vir à tona', vir à superfície. Por exemplo: O monstro emergiu do lago. Mas 'imergir é o contrário': é mergulhar, afundar. Veja o exemplo: O navio imergiu em alto-mar.

50 - A confusão é grande, mas 'se admitem as três grafias': 'enfarte, enfarto e infarto'.

51 - Outra dúvida: nunca devemos dizer estadia em lugar de estada. Portanto, a minha estada em São Paulo durou dois dias. Mas a estadia do navio em Santos só demorou um dia. Portanto, 'estada para permanência de pessoas, e estadia para navios ou veículos'.

52 - E não esqueça: 'exceção é com ç', mas 'excesso é com dois ss'.

53 - Lembra-se dos 'verbos defectivos'? Lá vai mais um: 'falir'. No presente do indicativo só apresenta a primeira e a segunda pessoa do plural: nós falimos, vós falis. Já pensou em conjugá-lo assim: eu falo, tu fales...Horrível, não?

54 - Todas as expressões adverbiais formadas por 'palavras repetidas dispensam a crase': 'frente a frente', 'cara a cara', 'gota a gota', 'face a face', etc.

55 - Outra vez tome cuidado. Quando for ao supermercado, 'peça duzentos ou trezentos gramas' de presunto, 'e não duzentas ou trezentas'. Quando significa unidade de massa, grama é substantivo masculino. 'Se for a relva, aí sim, é feminino': não pise na grama; a grama está bem crescida.

56 - É frequente se ouvir no rádio ou na TV os entrevistados dizerem: Há muitos 'anos atrás...' Talvez nem saibam que estão construindo uma frase redundante. Afinal, há já dá idéia de passado. Ou se diz simplesmente 'há muito anos...' ou 'muitos anos atrás...' Escolha. Mas não junte o há com atrás.

57 - Cuidado nessa arapuca do português: as palavras paroxítonas terminadas em -n recebem acento gráfico, mas as terminadas em -ns não recebem: 'hífen', 'hifens'; 'pólen', 'polens'.

58 - Atenção: 'Ele interveio' na discórdia, 'e não interviu'. Afinal, 'o verbo é intervir, derivado de vir'.

59 - 'Item não leva acento'. Nem seu plural itens.

60 - O certo é 'a libido', feminino. Devo dizer: 'Minha libido' hoje não tá legal.

61 - Todo mundo gosta de dizer 'magérrima', 'magríssima', mas o superlativo de magro é 'macérrimo'.

62 - Antes de particípios não devemos usar melhor nem pior. Portanto, devemos dizer: os alunos mais bem preparados são os do 2o grau. E nunca: os alunos melhor preparados...

63 - Essa história de 'mal com l', e 'mau com u', até já cansou: É só decorar: 'Mal' é antônimo de bem, e 'mau' é antônomo de bom. É só substituir uma por outra nas frases para tirar a dúvida.

64 - Pronuncie 'máximo', como se houvesse dois ss no lugar do x. (mássimo)

65 - Toda vez que disser: 'É meio-dia e meio você estará errando. 'O certo é: meio-dia e meia', ou seja, meio-dia e meia hora.

66 - Não tenho 'nada a ver' com isso, e 'não haver' com isso.

67 - 'Nem um nem outro' leva o verbo para o singular: Nem um nem outro conseguiu cumprir o que prometeu.

68 - Toda vez que usar o 'verbo gostar' tenha cuidado com a ligação que ele tem com a preposição de. Ex: a coisa de que mais gosto é passear no parque. A pessoa de que mais gosto é minha mãe.

69 - Lembre-se: 'pára', com acento, é do verbo parar, e 'para', sem acento, é a preposição. Portanto: Ele não pára de repetir para o amigo que tem um carro novo.

70 - E tem mais: 'pelo', (sem acento), é preposição (contração da preposição por com o artigo a) e pêlo, com acento, é o cabelo.

71 - E quer mais? 'Pêra', a fruta, leva acento, só para diferenciar de uma antiga preposição também chamada 'pera'. Já o plural dispensa o acento: 'peras'. Dá pra entender? O jeito é decorar.

72 - Ainda tem mais uma palavra com acento diferencial: 'pôde', terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do verbo poder. É para diferenciar de 'pode', a forma do presente. Então dizemos: Ele até que pôde fazer tudo aquilo, mas hoje não pode mais. Percebeu a diferença?

73 - 'Pôr só leva acento quando é verbo': "Quero pôr tudo no seu devido lugar". Mas 'se for preposição, não leva acento': Por qualquer coisa, ele se contenta.

74 - Fique atento: nunca diga, nem escreva 1 de abril, 1 de maio. Mas sempre: 'primeiro de abril', 'primeiro de maio'. Prevalece o ordinal.

75 - É chato, pedante ou parece ser errado dizer quando eu 'vir' Maria, darei o recado a ela. Mas esse é o emprego correto do 'verbo ver' no futuro do subjuntivo. Se eu o vir, quando eu o vir. Mas quando é o verbo vir que está na jogada, a coisa muda: quando eu 'vier', se eu 'vier'.

76 - Só use 'quantia' para somas em dinheiro. Para o resto, pode usar 'quantidade'. Veja: Recebi a quantia de 20 mil reais. Era grande a quantidade de animais no meio da pista.

77 - O prefixo 'recém' sempre se separa por hífen da palavra seguinte e deve ser pronunciado como oxítona: recém-chegado de Londres.

78 - Não esqueça: 'retificar é corrigir', e 'ratificar é comprovar, reafirmar': "Eu ratifico o que disse e retifico meus erros.

79 - Quando disser 'ruim', diga como se a sílaba mais forte fosse - im. Não tem cabimento outra pronúncia.

80 - Fique atento: só empregamos 'São' antes de nomes que começam por consoante: 'São Mateus', 'São João', 'São Tomé', etc. Se o nome começa por vogal ou h, empregamos 'Santo: 'Santo Antônio', 'Santo Henrique', etc.

81 - E lembre-se: 'seção, com ç', quer dizer 'parte de um todo, departamento': a seção eleitoral, a seção de esportes. Já 'sessão, com dois ss', significa intervalo de tempo que dura uma reunião, uma assembléia, um acontecimento qualquer: 'A sessão do cinema demorou muito tempo'.

82 - Não confunda: 'senão', (juntinho), quer dizer"caso contrário" e 'se não', (separado), equivale a "se por acaso não". Veja: Chegue cedo, senão eu vou embora. Se não chegar cedo, eu vou embora. Percebeu a diferença?

83 - Tire esta dúvida: quando 'só' é adjetivo equivale a sozinho e varia em número, ou seja, pode ir para o plural. Mas 'só' como advérbio, quer dizer somente. Aí não se mexe. Veja: Brigaram e agora vivem sós (sozinhos). Só (somente) um bom diálogo os trará de volta.

84 - É comum vermos no rádio e na tv o entrevistado dizer: O que nos falta são 'subzídios'. Quer dizer, fala com a pronúncia do z. Mas não é: pronuncia-se 'ss'. Portanto, escreva 'subsídio' e pronuncie 'subssídio'.

85 - 'Taxar' quer dizer 'tributar', 'fixar preço'. 'Tachar' é 'atribuir defeito', 'acusar.

86 - E nunca diga: 'Eu torço para o Flamengo'. Quem torce de verdade, 'torce pelo Flamengo'.

87 - Todo mundo tem dúvida, mas preste atenção: 50% dos estudantes passaram nos testes finais. Somente 1% terá condições de pagar a mensalidade. Acreditamos que 20% do eleitorado se abstenha de votar nas próximas eleições. Mais exemplos: 10% estão aptos a votar, mas 1% deles preferem fugir das urnas. Quer dizer, concorde com o mais próximo e saiba que essa regra é bastante flexível.

88 - 'Um dos que' deixa dúvidas,mas, pela norma culta, devemos pluralizar. Há gramáticos que aceitam o emprego do singular depois dessa expressão: Eu sou um dos que foram admitidos. Sandra é uma das que ouvem rádio.

89 - 'Veado' se escreve com e, e não com I.

90 - Esse português da gente tem cada uma: 'tem viagem com G e viajem com J' . Tire a dúvida: viagem é o substantivo: A viagem foi boa. Viajem é o verbo: Caso vocês viajem, levem tudo.

91 - O prefixo 'vice' sempre se separa por hífen da palavra seguinte: vice-prefeito, vice-governador, vice-reitor, vice-presidente, vice-diretor, etc.

92 - Geralmente, se usa o 'x depois da sílaba inicial en': enxaguar, enxame, enxergar, enxaqueca, enxofre, enxada, enxoval, enxugar, etc. Mas cuidado com as exceções: encher e seus derivados (enchimento, enchente, enchido, preencher, etc) e quando -en se junta a um radical iniciado por ch: encharcar (de charco), enchumaçar (de chumaço), enchiqueirar (de chiqueiro), etc.

93 - Não adianta teimar: 'chuchu' se escreve mesmo é com 'ch'.

94 - 'Ciclo vicioso' não existe. O correto é 'círculo vicioso'.

95 - E qual a diferença entre 'achar' e 'encontrar'? Use 'achar' para definir aquilo que se procura, e 'encontrar' para aquilo que, sem intenção nenhuma, se apresenta à pessoa. Veja: Achei finalmente o que procurava. Maria encontrou uma corda debaixo da cama. Jorge achou o gato dele que fugiu na semana passada.

96 - 'Adentro' é uma palavra só: meteu-se porta adentro. A lua sumiu noite adentro.

97 - Não existe 'adiar para depois'. Isso é redundante, porque adiar só pode ser para depois.

98 - 'Afim' (juntinho) tem relação com afinidade: gostos afins, palavras afins. 'A fim de' (separado) equivale a para: veio logo a fim de me ver bem vestido.

99 - Pode parecer meio estranho, mas pode conjugar o 'verbo aguar' normalmente: eu águo, tu águas, ele água, nós aguamos, vós aguais, eles águam.

100 - 'Centigrama' é uma palavra masculina: dois centigramas.

EXPRESSÕES BRASILEIRAS

Agora, explicações de algumas expressões que usamos e nem sempre sabemos de onde originou-se:


 
NAS COXAS
As primeiras telhas do Brasil eram feitas de argila moldada nas coxas dos escravos. Como os escravos variavam de tamanho e porte físicos, as telhas ficavam desiguais. Daí a expressão fazendo nas coxas, ou seja, de qualquer jeito. 

VOTO DE MINERVA
Na Mitologia Grega, Orestes, filho de Clitemnestra, foi acusado de tê-la assassinado. No julgamento havia empate entre os jurados, cabendo à deusa Minerva, da Sabedoria, o voto decisivo. O réu foi absolvido, e Voto de Minerva é, portanto, o voto decisivo.
CASA DA MÃE JOANA
Na época do Brasil Império, mais especificamente durante a menoridade do
Dom Pedro II, os homens que realmente mandavam no país costumavam se encontrar num prostíbulo do Rio de Janeiro cuja proprietária se chamava Joana. Como, fora dali, esses homens mandavam e desmandavam no país, a expressão casa da mãe Joana ficou conhecida como sinônimo de lugar em que ninguém manda.
CONTO DO VIGÁRIO
Duas igrejas de Ouro Preto receberam, como presente, uma única imagem de determinada santa, e, para decidir qual das duas ficaria com a
escultura, os vigários apelaram à decisão de um burrico. Colocaram-no entre as duas paróquias e esperaram o animalzinho caminhar até uma delas.
A escolhida pelo quadrúpede ficaria com a santa. E o burrico caminhou direto para uma delas... Só que, mais tarde, descobriram que um dos vigários havia treinado o burrico, e conto do vigário passou a ser sinônimo de falcatrua e malandragem.

A VER NAVIOS
Dom Sebastião, jovem e querido rei de Portugal (sec XVI), desapareceu na batalha de Alcácer-Quibir, no Marrocos. Provavelmente morreu, mas seu corpo nunca foi encontrado. Por isso o povo português se recusava a acreditar na morte do monarca, e era comum que pessoas subirem ao Alto de Santa Catarina, em Lisboa, na esperança de ver o Rei regressando à Pátria. Como ele não regressou, o povo ficava a ver navios.

NÃO ENTENDO PATAVINAS
Os portugueses tinham enorme dificuldade em entender o que falavam os frades italianos patavinos, originários de Pádua, ou Padova. Daí que não entender patavina significa não entender nada.

DOURAR A PÍLULA
Antigamente as farmácias embrulhavam as pílulas amargas em papel dourado para melhorar o aspecto do remedinho.A expressão dourar a pílula significa melhorar a aparência de algo ruim.

SEM EIRA NEM BEIRA
Os telhados de antigamente possuíam eira e beira, detalhes que conferiam status ao dono do imóvel. Possuir eira e beira era sinal de riqueza e de cultura. Estar sem eira nem beira significa que a pessoa é pobre e não tem sustentáculo no raciocínio. 







Fonte: Blog da Eli

sábado, 5 de fevereiro de 2011

PROJETOS DE LEITURA


      
        Em um país em que a população lê em média 1,3 livro por ano (dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo Instituto Pró-livros), projetos de incentivo à leitura são mais que bem-vindos. Eles são essenciais para romper esse quadro alarmante e quebrar o paradigma que o brasileiro não gosta de lê. Imbuídos dessa premissa é que o Grupo Projetos de Leitura, de autoria do escritor Laé de Souza, surpreende pela quantidade e o sucesso das atividades realizadas ao longo de 2010.
      Criado em 1998, o trabalho, que começou “tímido”, alcançou em 2010 expressivos números, tais como: a participação de 600 escolas no projeto "Ler é Bom, Experimente!", proporcionando leitura a 65 mil alunos; participação de 65 escolas no projeto "Lendo na Escola"; 8 hospitais no projeto "Dose de Leitura"; 50 cidades no projeto "Caravana da Leitura”, com forte presença nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro; participação de 10 grupos de terceira idade no projeto "Leitura não tem idade"; realização de 10 palestras ministradas pelo escritor Laé de Souza a estudantes e professores; presença na Bienal do Livro de São Paulo, Bienal do Livro de Araçoiaba da Serra, entre outros eventos literários espalhados pelo Brasil; aplicação do projeto “Leitura no Parque”, no Parque do Ibirapuera, no município de São Paulo, e ainda a publicação de dois livros , intitulado “As 50 Melhores Crônicas do Ler é Bom, Experimente – Volumes 1 e 2”, ambos desenvolvidos a partir de textos escritos por alunos da Rede Pública de Ensino.
Balanço Anual
      Pela segunda vez, O Grupo Projetos de Leitura divulga seu Balanço Anual, o qual abrange as iniciativas de responsabilidade social e cultural da organização aplicadas em todo o país. Todos esses registros de ações educacionais realizadas pelo Grupo são os resultados da relevância e consistência da operação nacional para Incentivo a Leitura no Brasil. “As ações realizadas pelo “Projetos de Leitura” consolidam a filosofia do Grupo em construir um Brasil de Leitores. “Incentivamos a leitura e estimulamos os cidadãos a passar adiante a importância dos valores literários para gerações futuras. Afinal, dentro da nossa concepção de educadores, a leitura contribui para construção da cidadania”, ressalta Laé de Souza, coordenador do Projetos de Leitura.
Expectativa
      Para 2011 as perspectivas são ainda maiores e o “Projetos de Leitura” já conta com um extenso cronograma de atividades. De acordo com Laé de Souza, o Grupo visa expandir a execução dos projetos “Ler é Bom, Experimente” e “Minha Escola Lê” para mil escolas, permitindo, também, que alunos do 2º ano do ensino fundamental participem das atividades.
      Dentre os trabalhos classificados como abrangentes, está o “Caravana da Leitura” que irá percorrer cerca de 50 cidades dos estados São Paulo, Bahia, Minas Gerais e Rio Grande do Sul; O Grupo também será presença marcante em diversos eventos literários, como: a Feira Literária de Votuporanga, e em eventos literários em Universidades, abertura de cinco pontos de vendas de livros, de Laé de Souza, ao preço de custo, no Metrô de São Paulo, nas estações Artur Alvim, Barra Funda, Santana, Ana Rosa e Santa Cruz; publicação de duas obras com coletânea dos textos dos alunos da Rede Pública de Ensino participantes dos projetos “Ler é Bom, Experimente” e ‘Minha Escola Lê” e três novas obras, sendo uma infantil, uma juvenil e uma versão do livro infantil em português/inglês.
Patrocínio e apoio
    Os trabalhos para 2011 contam com a colaboração financeira de pessoas físicas e os patrocínios da Companhia de Seguros Aliança do Brasil, pelo quarto ano consecutivo, da ZF do Brasil, com o apoio do Ministério da Cultura e da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.
Na avaliação de Laé de Souza, escritor e idealizador dos programas literários, o Grupo “Projetos de Leitura”, atingiu todos os objetivos previstos para 2010 em função da credibilidade que o trabalho conquistou ao longo dos anos, bem como o envolvimento dos educadores, alunos e patrocinadores. "Atribuo o sucesso do trabalho à fidelidade do nosso público – alunos e professores – e a um conjunto de ações elaboradas para reforçar a educação e cidadania, além do grande apoio dos nossos patrocinadores e parceria com secretarias de educação e cultura dos municípios”, argumenta.
Sobre o Grupo Projetos de Leitura
     Criado em 1998 pelo escritor Laé de Souza, o trabalho tem como objetivo vencer um dos maiores desafios encontrados pelos professores e amantes da literatura: criar o hábito da leitura. Os projetos são apoiados pelas leis de incentivo à cultura e são aplicados em escolas da rede pública, parques, praças, hospitais, transportes coletivos, hipermercados e outros.
Sobre o autor:
     Laé de Souza é cronista, dramaturgo, produtor cultural, bacharel em Direito e Administração de Empresas, autor de livros infantis, juvenis e adultos, entre eles: “Acontece”, “Acredite se Quiser!”, “Quinho e o seu Cãozinho”, “Nos Bastidores do Cotidiano” , “Espiando o Mundo pela Fechadura”, “Coisas de Homem & Coisas de Mulher” e de vários projetos de incentivo à leitura desenvolvidos em todo o Brasil, dirigidos a vários segmentos da sociedade.

Conheça outros projetos e a agenda do “Projetos de Leitura” no site http://www.projetosdeleitura.com.br/

LINKS QUE PODEM AJUDAR NA REDAÇÃO DO ENEM

Busquei reunir aqui alguns links com sugestões de temas para redação do ENEM 2018 e algumas dicas de como deve ser a estrutura deste texto. ...