quarta-feira, 27 de outubro de 2010

SIMBOLISMO NO BRASIL

      Fazer os exercícios do livro Português Linguagens (pg 358, 359 e 360).

CAVADOR DO INFINITO

Com a lâmpada do Sonho desce aflito
E sobe aos mundos mais imponderáveis,
Vai abafando as queixas implacáveis,
Da alma o profundo e soluçado grito.

Ânsias, Desejos, tudo a fogo, escrito
Sente, em redor, nos astros inefáveis.
Cava nas fundas eras insondáveis
O cavador do trágico Infinito.

E quanto mais pelo Infinito cava
mais o Infinito se transforma em lava
E o cavador se perde nas distâncias...

Alto levanta a lâmpada do Sonho.
E como seu vulto pálido e tristonho
Cava os abismos das eternas ânsias!


POESIA SOBRE O AMOR

      Em uma daquelas conversas com um aluno meu no ano de 2009 ele me mostrou uma linda poesia e resolvi registrar aqui.
     


       "O amor nada mais é que um sentimento que passa pela sua vida e não vai embora. Mas quando vai, arranca metade do seu peito e da sua alma. Queria eu julgar meus sentimentos pelo que vejo e não pelo que sinto. Só assim sofrerei pouco e finalmente poderei te esquecer!" FELIPE MARQUES (Aluno do terceiro ano EM em 2010).


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

AVALIAÇÃO DO QUARTO BIMESTRE


A MÁQUINA DA CANABRAVA

No primeiro dia de aula, a professora de História da Economia, na velha USP da Rua Doutor Vilanova, Alice Canabrava, escreveu no quadro negro o nome de um livro sobre o mercantilismo e disse, seriíssima:
- Na próxima aula (dali a uma semana), prova sobre o livro.
Era o estilo dela, que eu já havia enfrentado no exame oral (é, tinha oral) do vestibular para economia em 1967. Me lembro que ela me perguntou qual era a diferença entre uma nau e uma caravela. Na época, eu sabia.
Mas o mundo é pequeno e trinta anos depois vim a descobrir que a Canabrava era tia da minha amiga escritora-arquiteta Lúcia Carvalho, aquela mesma que já andou por aqui falando de privadas e congêneres. Era tia. Morreu há um mês, já velhinha, aposentada e lúcida. Deixou sua casa - com tudo que tinha lá dentro, incluindo uma genial biblioteca - para a Lúcia.
E a Lúcia acaba de me mandar um e-mail que eu transcrevo na íntegra, sobre uma velha máquina da catedrática tia. Vamos lá.
"Ouve só. A gente esvaziando a casa da tia neste carnaval. Móvel, roupa de cama, louça, quadro, livro. Aquela confusão, quando ouço dois dos meus filhos me chamarem.
- Mãe!
- Faaala.
- A gente achou uma coisa incrível. Se ninguém quiser, pode ficar para a gente? Hein?
- Depende. Que é?
Os dois falavam juntos, animadíssimos.
- Ééé... uma máquina, mãe.
- É só uma máquina meio velha.
- É, mas funciona, está ótima!
Minha filha interrompeu o irmão mais novo, dando uma explicação melhor.
- Deixa que eu falo: é assim, é uma máquina, tipo um... teclado de computador, sabe só o teclado? Só o lugar que escreve?
- Sei.
- Então. Essa máquina tem assim, tipo... uma impressora, ligada nesse teclado, mas assim, ligada direto. Sem fio. Bem, a gente vai, digita, digita...
Ela ia se animando, os olhos brilhando.
- ... e a máquina imprime direto na folha de papel que a gente coloca ali mesmo! É muuuito legal! Direto, na mesma hora, eu juro!
Eu não sabia o que falar. Eu ju-ro que não sabia o que falar diante de uma explicação dessas, de menina de 12 anos, sobre uma máquina de escrever. Era isso mesmo?
- ... entendeu mãe?... zupt, a gente escreve e imprime, a gente até vê a impressão tipo na hora, e não precisa essa coisa chata de entrar no computador, ligar, esperar hóóóras, entrar no word, de escrever olhando na tela, mandar para a impressora, esse monte de máquina, de ter que ter até estabilizador, comprar cartucho caro, de nada, mãe! É muuuito legal, e nem precisa de colocar na tomada! Funciona sem energia e escreve direto na folha da impressora!
- Nossa, filha...
- ... só tem duas coisas: não dá para trocar a fonte nem aumentar a letra, mas não tem problema. Vem, que a gente vai te mostrar. Vem...
Eu parei e olhei, pasma, a máquina velha. Eles davam pulinhos de alegria.
- Mãe. Será que alguém da família vai querer? Hein? Ah, a gente vai ficar torcendo, torcendo para ninguém querer para a gente poder levar lá para casa, isso é o máximo! O máximo!
Bem, enquanto estou aqui, neste 'teclado', estou ouvindo o plec-plec da tal máquina, que, claro, ninguém da família quis, mas que aqui em casa já deu até briga, de tanto que já foi usada. Está no meio da sala de estar, em lugar nobre, rodeada de folhas e folhas de textos 'impressos na hora' por eles. Incrível, eles dizem, plec-plec-plec, muito legal, plec-plec-plec.
Eu e o Zé estamos até pensando em comprar outras, uma para cada filho. Mas, pensa bem se não é incrível mesmo para os dias de hoje: sai direto, do teclado para o papel, e sem tomada!
Céus. Que coisa. Um beijo grande, Lúcia."
É, Lúcia, a nossa querida Alice Canabrava, deve estar descansando em paz e rindo muito. E dê uns beijos nos filhos e agradeça a crônica pronta-pronta, plec-plec-plec, que eu ofereço aos meus leitores. E leitoras.


MÁRIO PRATA




1) Os alunos em grupo irão escolher um objeto, ou invenção. A partir daí  o grupo fará uma pesquisa na internet sobre a evolução do elemento escolhido. (muitas fotos e pouco texto).
2) Em sala, após a leitura do texto "A máquina da Canabrava" - Mário Prata, os alunos irão organizar uma linha do tempo sobre o elemento escolhido.
3) Uma exposição dos trabalhos será feita no auditório para que os trabalhos sejam divulgados.
OBS. O grupo pode apresentar os objetos ou suas fotos.
  

SIMBOLISMO NO BRASIL

1) Fazer resumo das páginas 356, 357 e 358 do livro Português Linguagens.

ESTUDO DIRIGIDO SOBRE VERBO

1) Responda as questões da página 142.
2) Conceitue verbo.
3) O que é locução verbal?
4) O verbp flexiona-se em quais modos? Defina-os.
5) Os verbos apresentam flexão de tempo em quais modos?
6) Quais as flexões de tempo do modo indicativo?
7) E do modo subjuntivo?
8) O que indica a voz verbal?
9) Quais são as vozes verbais?
10) Comente sobre a flexão de número e pessoa do verbo.
11) Quais são as formas nominais do verbo?





segunda-feira, 11 de outubro de 2010

PROJETO MPB NAS ESCOLAS

LOCAL: SESC / NI
DIA: 01/10/2010
MANHÃ - 9h às 12h

ALUNOS DA TURMA 2002 COM PARTICIPAÇÃO DE UM ALUNO DA TURMA 1001.









MÚSICA: AQUARELA - TOQUINHO

Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo...
Corro o lápis em torno
Da mão e me dou uma luva
E se faço chover
Com dois riscos
Tenho um guarda-chuva...
Se um pinguinho de tinta
Cai num pedacinho
Azul do papel
Num instante imagino
Uma linda gaivota
A voar no céu...
Vai voando
Contornando a imensa
Curva Norte e Sul
Vou com ela
Viajando Havaí
Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela
Brando navegando
É tanto céu e mar
Num beijo azul...
Entre as nuvens
Vem surgindo um lindo
Avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo
Com suas luzes a piscar...
Basta imaginar e ele está
Partindo, sereno e lindo
Se a gente quiser
Ele vai pousar...
Numa folha qualquer
Eu desenho um navio
De partida
Com alguns bons amigos
Bebendo de bem com a vida...
De uma América a outra
Eu consigo passar num segundo
Giro um simples compasso
E num círculo eu faço o mundo...
Um menino caminha
E caminhando chega no muro
E ali logo em frente
A esperar pela gente
O futuro está...
E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
Muda a nossa vida
E depois convida
A rir ou chorar...
Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
Descolorirá...
Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
(Que descolorirá!)
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo
(Que descolorirá!)
Giro um simples compasso
Num círculo eu faço
O mundo
(Que descolorirá!)

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

PARNASIANISMO

ATIVIDADE - fazer um resumo das páginas 304, 305 e 306 do Livro Português Linguagens.

ESTUDO DIRIGIDO - PRONOME

1) Conceitue pronome.
2) Qual a diferença entre pronome substantivo e pronome adjetivo?
3) Qual a função dos pronomes pessoais?
4) Cite exemplos de pronomes pessoais?
5) Defina pronome de tratamento e cite exemplos.
6) O que são os pronomes possessivos? Dê exemplos.
7) Diga o que são os pronomes demonstrativos.
8) Em relação ao que vai ser escrito quando devemos utilizar o ESTE, o ESSE e o AQUELE?
9) Conceitue pronome indefinido.
10) Defina pronome interrigativo.
11) Qual a função do pronome relativo?
12) Responda o exercício das páginas 100 e 101 do livro Português Linguagens.


quarta-feira, 22 de setembro de 2010

AVALIAÇÃO TERCEIRO BIMESTRE

TURMAS: (   ) 2001      (  ) 2002        (  ) 2003




CIEP BRIZOLÃO 207 GILSON AMADO
AVALIAÇÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA
PROFESSORA LILIAN SANTOS
ALUNO(A): _________________________________________

Leia o trecho reproduzido abaixo para responder às questões 01 a 03:

“Com franqueza, estava arrependido de ter vindo. Agora que ficava preso, ardia por andar lá fora, e recapitulava o campo e o
morro, pensava nos outros meninos vadios, o Chico Telha, o Américo, o Carlos das Escadinhas, a fina flor do bairro e do gênero
humano. Para cúmulo de desespero, vi através das vidraças da escola, no claro azul do céu, por cima do morro do Livramento, um
papagaio de papel, alto e largo, preso de uma corda imensa, que bojava no ar, uma cousa soberba. E eu na escola, sentado, pernas
unidas, com o livro de leitura e a gramática nos joelhos.
- Fui um bobo em vir, disse eu ao Raimundo.
- Não diga isso, murmurou ele.”
("Conto de escola". Machado de Assis In: Contos, São Paulo, Ática, 1992, 9ª ed., p. 25-30)

01- Indique o segmento que completa, de acordo com o texto, o enunciado formulado a seguir: No trecho transcrito, o narrador-personagem é um menino que relata:

a- ( ) as dificuldades que experimenta nas aulas de leitura e gramática.
b- ( ) o desespero por não possuir um papagaio de papel tão soberbo como aquele que via no céu.
c- ( ) os temores de ficar de castigo, sentado, os livros no joelho.
d- ( ) o arrependimento por não ter acompanhado Raimundo nas estripulias com os meninos do morro.
e- ( ) suas emoções em um dia de escola.

02 - Indique o segmento que completa, de acordo com o texto, o enunciado formulado a seguir: O menino se confessava "arrependido de ter vindo" porque:

a- ( ) os outros meninos vadios passariam a chamá-lo de bobo.
b- ( ) não gostava que os outros meninos empinassem seu papagaio de papel.
c- ( ) preferia ter ficado com os outros meninos, a brincar na rua.
d- ( ) tivera de cumprir a promessa de que viria, feita a Raimundo.
e- ( ) sentia dor nas pernas, ao ficar muito tempo sentado, com os livros nos joelhos.

03 - Indique a letra que não apresenta uma relação semântica correta entre os termos emparelhados:

a- ( ) menino-narrador - arrependimento de ter vindo
b- ( ) menino-narrador - preso de uma corda imensa
c- ( ) papagaio de papel - uma cousa soberba
d- ( ) papagaio de papel - bojava no ar
e- ( ) papagaio de papel - alto e largo


(FUVEST) Texto para as questões 04 a 07:

"Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no intróito, mas no cabo: a diferença radical entre este livro e o Pentateuco."

(Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas)

04 - O autor afirma que:

a- ( ) vai começar suas memórias pela narração de seu nascimento.
b- ( ) vai adotar uma seqüência narrativa vulgar.
c- ( ) o que o levou a escrever suas memórias foram duas considerações sobre a vida e a morte.
d- ( ) vai começar suas memórias pela narração de sua morte.
e- ( ) vai adotar a mesma seqüência narrativa utilizada por Moisés.

05 - Definindo-se como um "defunto autor", o narrador:

a- ( ) pôde descrever sua própria morte.
b- ( ) escreveu suas memórias antes de morrer.
c- ( ) obteve em vida o reconhecimento de sua obra.
d- ( ) ressuscitou na sua obra após sua morte.
e- ( ) descreveu a morte após o nascimento.

06 - Segundo o narrador, Moisés, contou sua morte no:

a- ( ) promontório
b- ( ) intróito
c- ( ) meio do livro
d- ( ) começo da missa
e- ( ) fim do livro

07- O tom predominante no texto é de:

a- ( ) luto e tristeza
b- ( ) mágoa e hesitação
c- ( ) humor e ironia
d- ( ) surpresa e nostalgia
e- ( ) pessimismo e resignação


08 - (FUVEST) Indique a alternativa que se refere corretamente ao protagonista de Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida:

a- ( ) Nele, como também em personagens menores, há o contínuo e divertido esforço de driblar o acaso das condições adversas e a avidez de gozar os intervalos da boa sorte.
b- ( ) Este herói de folhetim se dá a conhecer sobretudo nos diálogos, nos quais revela ao mesmo tempo a malícia aprendida nas ruas e o idealismo romântico que busca ocultar.
c- ( ) A personalidade assumida de sátiro é a máscara de seu fundo lírico, genuinamente puro, a ilustrar a tese da "bondade natural", adotada pelo autor.
d- ( ) Enquanto cínico, calcula friamente o carreirismo matrimonial; mas o sujeito moral sempre emerge, condenado o próprio cinismo ao inferno da culpa, do remorso e da expiação.
e- ( ) Ele é uma espécie de barro vital, ainda amorfo, a que o prazer e o medo vão mostrando os caminhos a seguir, até sua transformação final em símbolo sublimado.

09 - (UEL- PR) Uma característica, já presente em romances de José de Alencar, encontra em Machado de Assis o ponto mais alto da narrativa brasileira no século XIX. Trata-se:

a- ( ) do traço regionalista, que estende e procura completar a visão das terras do Brasil;
b- ( ) do aprofundamento da análise psicológica das personagens, notadamente das femininas;
c- ( ) da preocupação com o homem do sertão brasileiro, cuja vida é tema de romances e contos;
d- ( ) da vertente indigenista, preocupada em ampliar o conhecimento das coisas brasileiras;
e- ( ) da identificação das situações criadas entre as personagens, na trama narrativa..

As crônicas da vila de Itaguaí dizem que em tempos remotos vivera ali um certo médico, o Dr. Simão Bacamarte, filho da nobreza da terra e o maior dos médicos do Brasil, de Portugal e das Espanhas. Estudara em Coimbra e Pádua. Aos trinta e quatro anos regressou ao Brasil, não podendo el- rei alcançar dele que ficasse em Coimbra, regendo a universidade, ou em Lisboa, expedindo os negócios da monarquia. - A ciência, disse ele a Sua Majestade, é o meu emprego único; Itaguaí é o meu universo. Dito isto, meteu-se em Itaguaí, e entregou-se de corpo e alma ao estudo da ciência, alternando as curas com as leituras, e demonstrando os teoremas com cataplasmas. Aos quarenta anos casou com D. Evarista da Costa e Mascarenhas, senhora de vinte e cinco anos, viúva de um juiz de fora, e não bonita nem simpática. Um dos tios dele, caçador de pacas perante o Eterno, e não menos franco, admirou-se de semelhante escolha e disse-lho. Simão Bacamarte explicou-lhe que D. Evarista reunia condições fisiológicas e anatômicas de primeira ordem, digeria com facilidade, dormia regularmente, tinha bom pulso, e excelente vista; estava assim apta para dar-lhe filhos robustos, sãos e inteligentes. Se além dessas prendas, - únicas dignas da preocupação de um sábio, - D. Evarista era mal composta de feições, longe de lastimá-lo, agradecia-o a Deus, por- quanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência na contemplação exclusiva, miúda e vulgar da consorte. D. Evarista mentiu às esperanças do Dr. Bacamarte, não lhe deu filhos robustos nem mofinos. A índole natural da ciência é a longanimidade; o nosso médico esperou três anos, depois quatro, depois cinco. Ao cabo desse tempo fez um estudo profundo da matéria, releu todos os escritores árabes e outros, que trouxera para Itaguaí, enviou consultas às universidades italianas e alemãs, e acabou por aconselhar à mulher um regime alimentício especial. A ilustre dama, nutrida exclusivamente com a bela carne de porco de Itaguaí, não atendeu às admoestações do esposo; e à sua resistência, - explicável, mas inqualificável, - devemos a total extinção da dinastia dos Bacamartes. Mas a ciência tem o inefável dom de curar todas as mágoas; o nosso médico mergulhou inteiramente no estudo e na prática da medicina. Foi então que um dos recantos desta lhe chamou especialmente a atenção, - o recanto psíquico, o exame da patologia cerebral. Não havia na colônia, e ainda no reino, uma só autoridade em semelhante matéria, mal explorada, ou quase inexplorada. Simão Bacamarte compreendeu que a ciência lusitana, e particular- mente a brasileira, podia cobrir-se de "louros imarcescíveis", - expressão usada por ele mesmo, mas em um arroubo de intimidade doméstica; exteriormente era modesto, segundo convém aos sabedores.

Machado de Assis. O alienista São Paulo: Ática, 1982, pp. 9-10

10 - O alienista, publicado entre outubro de 1881 e março de 1882, é considerado um dos mais importantes contos de Machado de Assis. A partir da trajetória de Simão Bacamarte, protagonista da estória, Machado constrói um painel da sociedade brasileira de seu tempo, com seus valores, problemas e impasses. Tomando por base o fragmento selecionado, assinale a opção que melhor exprime a intenção do autor:

a- ( ) Valorização da ciência como caminho preferencial para a superação do atraso intelectual do país.
b- ( ) Ironia em relação aos critérios utilizados por Simão Bacamarte na escolha de D. Evarista como sua esposa e genitora de seus filhos.
c- ( ) Apoio aos postulados do pensamento positivista e da ideologia do progresso defendidos por Simão Bacamarte.
d- ( ) Crítica aos hábitos culturais da vila de Itaguaí, em especial à alimentação, fator que contribuía para a dificuldade de D. Evarista em engravidar.
e- ( ) Exaltação do papel do médico como referência de desenvolvimento de uma sociedade.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

BIBLIOTECA DIGITAL MUNDIAL








Missão


A Biblioteca Digital Mundial disponibiliza na Internet, gratuitamente e em formato multilíngue, importantes fontes provenientes de países e culturas de todo o mundo.



Os principais objetivos da Biblioteca Digital Mundial são:



Promover a compreensão internacional e intercultural;

Expandir o volume e a variedade de conteúdo cultural na Internet;

Fornecer recursos para educadores, acadêmicos e o público em geral;

Desenvolver capacidades em instituições parceiras, a fim de reduzir a lacuna digital dentro dos e entre os países.




domingo, 12 de setembro de 2010

PROJETO FEIRA INTEGRADA "DESCOBRINDO TALENTOS"

      Trabalho realizado através da adaptação para HQ das obras da Literatura Brasileira Memórias de um sargento de Milícias, Senhora, Memórias Póstumas de Brás Cubas, O Alienista e O Cortiço. Esta oficina faz parte do projeto PDE 2009.
      Além do trabalho com as adaptações os alunos assistiram ao seriado criado a partir do livro Senhora, o filme O Alienista e resumos dos enredos além da obra integral de Memórias de um Sargento de Milícias. Todas as referências com relação a estas obras estão em postagens anteriores.

TURMAS: 2001, 2002 E 2003

LINHA DO TEMPO

SÉCULO XIX

DE MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS ATÉ O CORTIÇO
DE MANUEL ANTÔNIO DE ALMEIDA ATÉ ALUÍSIO DE AZEVEDO
DO ROMANTISMO ATÉ O REALISMO-NATURALISMO


ERRATA: O TÍTULO DO LIVRO DO ÚLTIMO CARTAZ CORRETO É O CORTIÇO.


LINKS QUE PODEM AJUDAR NA REDAÇÃO DO ENEM

Busquei reunir aqui alguns links com sugestões de temas para redação do ENEM 2018 e algumas dicas de como deve ser a estrutura deste texto. ...