quarta-feira, 9 de março de 2011

PROJETO FINAL - Curso de Prevenção do Uso de Drogas para Educadores das Escolas Públicas


Feedback
Renata Mussalem Melo Meira
quarta, 9 março 2011, 17:11

Nota: 50,00 / 50,00
Parabéns!
O Projeto ficou excelente.
Os tópicos sobre o PPP, os dados sobre as drogas no estado do RJ, a contextualização e o 

histórico da escola enriqueceram de sobremaneira o trabalho do grupo.

Curso de Prevenção do Uso de Drogas para Educadores das Escolas Públicas

CIEP BRIZOLÃO 207 GILSON AMADO


CARLOS ANTONIO NASCIMENTO DE OLIVEIRA
CONCEIÇÃO RODRIGUES REIS SILVA
IRVIS SOARES RODRIGUES
JOSE ELIAS CARELLES
LILIAN APARECIDA ALMEIDA GARRIT DOS SANTOS
LUCELI DE FÁTIMA FERRAZ
MAGALY FERREIRA DE ALMEIDA OLIVEIRA
MARIA DA CONCEIÇÃO NASCIMENTO DOS SANTOS
MARIA NATIVIDADE MOURA SOUZA





PROJETO DE INTERVENÇÃO: PREVENÇÃO SIM, 
DROGAS NÃO!

AVENIDA FRANCISCO ANTÔNIO RUSSO, 38 – ENGENHEIRO PEDREIRA
– JAPERI    FEVEREIRO/2011

INTRODUÇÃO
Através do debate podemos promover e ampliar a consciência política social,
possibilitando o reconhecimento do papel dos diferentes segmentos da sociedade
na construção de políticas públicas integradas. É neste ponto que temos o desafio
proposto que consiste em articular saúde, prevenção e ambiente. Transformando
a sociedade na grande protagonista deste processo.
Sabemos que  estas articulações poderiam nos levar a um trabalho sério na prevenção
ás drogas. As ações políticas voltadas para a promoção da saúde, proteção e
segurança não têm se mostrado eficientes. A sociedade como um todo está carente
de medidas que nos façam sentir seguros. A verdade é que nos sentimos abandonados
pelo poder público.
Consideramos viável traçar um plano de ação em rede para uma escola. Já iniciamos
um processo deste em nossa escola com a criação da Agenda 21 Escolar, está no
início mais já conseguimos alguns parceiros e acredito que para este curso o início d
a trama já foi tecida. A escola não se faz só. Para atingir seus objetivos é preciso que
os preconceitos sejam deixados de lado e a escola faça parcerias abrindo as portas
para boas  idéias da comunidade em que está situada. Sabemos que esta atitude  é
trabalhosa, mas possível.
A escola tem um papel principal e junto com outros órgãos ampliam o conhecimento
e com isso surgem as trocas de experiências. A escola em rede é de suma importância.
No documento sobre a Política Nacional sobre Drogas o ponto que nos chamou a
atenção, e que entendemos como importante para iniciar uma discussão na escola sobre
o assunto, é o seguinte pressuposto: "Reconhecer o uso irracional das drogas lícitas como
fator importante na indução de dependência, devendo, por esse motivo, ser objeto, de
um adequado controle social, especialmente nos aspectos relacionados à propaganda
comercialização acessibilidade de populações vulneráveis, tais como crianças e
adolescentes."
Acreditamos que a oferta destas drogas ditas lícitas são a porta de entrada para um
caminho muito tortuoso.
Reconhecer o uso irracional das drogas lícitas como fator importante na indução
de dependência, devendo, por esse motivo, ser objeto de um adequado controle
social, especialmente nos aspectos relacionados à propaganda, comercialização
e acessibilidade de populações vulneráveis, tais como crianças e adolescentes.
Escolhemos esse pressuposto, porque acho que teria que se fazer um controle
melhor das drogas lícitas, por achar que o consumo delas já é um começo para que o
adolescente faça uso de outras drogas estimulantes etc.  
Concordamos que a liberdade no uso destas drogas sociais deva ser vista como
uma porta aberta para a entrada de outras drogas mais "pesadas".  O fator
propaganda é muito persuasivo para os mais jovens,(os de cervejas, por exemplo),
que acabam caindo nessas armadilhas, atraindo outros problemas além da dependência,
tais como o número enorme de jovens que morrem ou matam em acidentes de carro
nas nossas estradas e rodovias.
Destacamos também o pressuposto: *Reconhecer as diferenças entre o usuário, a
pessoa em uso indevido,o dependente e o traficante de drogas,tratando-os de forma
diferente. Identificando essas diferenças tem como saber o tratamento adequado para
cada usuário.  
Também achamos que as propagandas ajudam a estimular a curiosidade dos jovens,
com isso caindo nas dependências com as drogas lícitas.
Em nossa comunidade o que vemos é o uso de bebidas alcoólicas em meio aos nossos
jovens. A maioria já tem a cultura da cervejinha como normal. Eu mesma já presenciei uma
mãe oferecendo vinho em uma chupeta para seu filhinho de uns dois anos. Um absurdo!
Isso comprova que alguns são "levados" pelo vício na adolescência, jovens, outros (boa
parte da nossa comunidade), já crescem com esse costume. Acham natural e são
apoiados pelos pais que ficam "orgulhosos" até desta atitude, principalmente se o filho
for homem.Taí mais um aspecto do problema: o uso destas drogas é traduzido como
poder e virilidade em nossa sociedade.
Ainda temos a falta de fiscalização, ou a precariedade desta, nas estradas onde
encontramos bares que vendem bebidas e etc. ás margens de rodovias. Quem de
nós não conhece alguém,(ou já não ouviu um relato), que tenha sofrido acidente
exatamente por essas razões?
Mas,é isso aí...Precisamos continuar lutando e fazendo nosso trabalho com
aqueles que estão perto de nós, os nossos alunos, e manter a esperança que
teremos em breve uma sociedade melhor, mais consciente e capaz de dizer não.
Vemos um avanço tecnológico muito grande desde o boom que veio com o advento
da globalização e nossos alunos são fruto dessa correria desenfreada que se transformou
a vida no século XXI. O tempo hoje corre. Lembro-me de quando fiz o antigo 2º grau
e tudo era mais devagar.
Com todo este furacão de emoções as crianças estão fazendo tudo cada vez mais
cedo e pulando etapas importantes para sua formação.
Com a construção da Casa de Detenção próxima da escola os riscos aumentaram
muito, pois nossa cidade deixou de ser apenas uma cidade de interior, agora o trânsito
de pessoas de outros lugares cresceu e a facilidade com que as drogas estão chegando
até nossos alunos tem nos preocupado muito. Como já havia dito antes, um dos
motivos do nosso interesse por este curso é conhecer melhor este assunto para poder
auxiliar mais meus alunos e juntamente com a comunidade escolar criar projetos de
prevenção e alerta.
O principal fator de risco na nossa comunidade é o convívio dos nossos jovens com
uma casa de detenção. Como já falamos, aqui a oferta de drogas tem aumentado muito,
ainda mais agora com a "tomada" dos morros pela polícia. Esse fato tem feito os traficantes migrarem para a região onde estamos, e consequentemente, ao "montarem" seus quartéis estão á
procura de "soldados". Isso tem nos preocupado muito, pois já temos notícias de
envolvimento de alguns dos nossos neste esquema.
Daí nosso interesse em fortalecer nossas redes sociais e trabalharmos em busca de
uma saída para esta questão.
Acreditamos que a partir da integração entre professor x aluno teremos o início de
um grande projeto de prevenção.
Depois da globalização falar em um trabalho com a intenção deste projeto de prevenção
sem uma rede social sólida não faz sentido. Precisamos de criar um grupo que busque
resultados positivos a fim de justificar tanto esforço.
A utilização daquele aluno que se destaca no grupo para formar elos entre a escola
e a família é muito interessante. No CIEP temos alguns casos de alunos protagonistas
que podem e devem ser utilizados no projeto de intervenção para a prevenção ao uso
de drogas.
A fim de introduzir o assunto de drogas nas turmas (EM) selecionamos o filme Meu
nome não é Johnny e a partir da exibição deste várias abordagens podem ser feitas
e trabalhadas por professores de Língua Portuguesa, Biologia, Química, História, Geografia,
Filosofia, Sociologia etc.
Precisamos perceber a diferença entre autoridade e autoritarismo. Acredito que a
partir do momento em que o jovem respeita o professor, os funcionários da escola,
seus pais, e seus amigos esta relação de autoridade está estabelecida. Em nossa
escola temos exemplos dos dois casos, tanto por parte dos professores quanto por
parte dos responsáveis. Um debate sobre o assunto seria interessante para nortear
o projeto de intervenção.


2.1 – ASPECTOS TEÓRICOS

A fundamentação Teórica deste projeto esta baseada no material disponibilizado
durante o curso.

2.1.1 – RELAÇÃO DO ADOLESCENTE E DO EDUCADOR COM AS DROGAS

Nossa comunidade escolar encontra um grande desafio pela frente. É momento
de capacitação, união, criação de elos, momento de trazer a informação para
a escola, pais, professores, funcionários com o apoio da Direção Escolar e
Parcerias estabelecidas.
Estamos caminhando para o aprendizado de como lidar com um tema tão
importante na formação de nossos jovens.
Acreditamos que nesse contexto a mobilização da comunidade escolar é
primordial e a troca de saberes entre alunos e professores será um ponto
forte neste projeto.


2.1.2 – EPIDEMIOLOGIA NO BRASIL E NO RIO DE JANEIRO

            A fonte dos dados relacionados é: www.obid.senad.gov.br.




2.2 – CONTEXTUALIZAÇÃO DA ESCOLA

GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO
COORDENADORIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO 19 – METROPOLITANA I
CIEP BRIZOLÃO 207 GILSON AMADO
UA: 181244 – AV. FCO ANTONIO RUSSO, 38 – ENGENHEIRO PEDREIRA –
JAPERI    DECRETO DE CRIAÇÃO – Nº 18.559 DE 24 DE MARÇO DE 1993 –
PROCESSO Nº E-18/482-A/93 – D.O. 25/03/1993

O CIEP oferece parte do segmento da Educação Básica, sendo estes: do 5º
ano do Ensino Fundamental até a 3ª série do Ensino Médio.
A Matriz Curricular do Ciep é a oferecida pela SEEDUC e está anexada ao
final deste projeto.
A Unidade Escolar da Rede Pública Estadual de Ensino é órgão integrante
da estrutura da Secretaria Estadual de Educação, diretamente subordinado
a Coordenadoria de Ensino em cuja jurisdição se encontra, sendo esta a
Coordenadoria Regional 19 Metropolitana 1. O Coordenador regional
de nossa Metro é o professor Jader Campos dos Santos.
Esta Unidade Escolar é mantida com verbas da A.A.E., formada por pessoas
eleitas pela comunidade escolar e local. As verbas são enviadas para A.A.E
pelo Governo do Estado e Governo Federal (projetos de amplitude nacional),
estas são equivalentes ao número de alunos e turmas. 


2. 2. 1 – História da Escola

         A Unidade Escolar CIEP BRIZOLÃO 207 Gilson Amado foi fundada
em 24 de março de 1993. Recebeu este nome em homenagem ao jornalista
e educador brasileiro Gilson Amado (Itaporanga (SE) 1908 – Rio de Janeiro
(RJ) 1979). A vida profissional de Gilson Amado iniciou-se no rádio como
comentarista político e de assuntos de interesse público. Foi pioneiro na
produção de programas educativos para o rádio e a televisão. Tornou-se
presidente da Fundação Centro Brasileiro e TV Educativa.
         No ano de sua inauguração o CIEP tinha como Diretora Geral
à professora Ângela, suas adjuntas eram as professoras Sandra e Cremilda.
Funcionava em horário integral atendendo apenas ao primeiro segmento
do Ensino Fundamental. A maioria das professoras eram bolsistas, pois no
Estado do Rio ainda não tinham profissionais de carga horária 40 horas para
atender as crianças em horário integral.
         No ano seguinte o então governador Leonel Brizola ofereceu um mega
concurso público para funcionários de 40 horas de todos os setores da educação
a fim de suprir os CIEPs. Desta forma a escola recebeu professores estatutários
que atendiam as crianças e participavam da formação continuada diariamente.
O ensino nos CIEPs era voltado para linha construtivista e a criança era atendida
em todas as suas necessidades. O projeto foi um grande sonho, mas não obteve
sucesso por muito tempo.
         Em 1997 houve eleição para direção no CIEP e a Diretora Geral passou
a ser a professora Nadir Antunes com as professoras Alexandra e Elizabeth
como adjuntas. Como principal atuação desta direção ficou a implementação do
segundo segmento do Ensino Fundamental e o Ensino Médio no ano de 1998.
         No ano de 2000 novas eleições e assumiram como Diretor Geral o professor
Luiz Cláudio e diretoras adjuntas as professoras Leni e Sebastiana. Esta direção trouxe
bons projetos tais como: Pré-vestibular comunitário, oficinas de padaria e informática etc.
Mas por motivos variados a escola sofreu várias intervenções. Foi um período muito ruim.
Como interventores tivemos o professor Mauro e depois o professor José Elias. Em 2004
houve eleição e uma chapa montada pelos professores da UA e com apoio de 85% dos
votos dos alunos assumiu a Direção. Como Diretora Geral assumiu a professora Tânia Cristina
e diretores adjuntos professores José Elias e Jorge Cezar.
         Com a Direção Geral da professora Tânia Cristina dos Santos Machado o CIEP
BRIZOLÃO 207 Gilson Amado ganhou respeito e fez um bom nome perante a comunidade
local e com a Coordenadoria Regional e Secretaria de Educação.
         Nossa escola cresceu e hoje contamos com mais de dois mil alunos com 61 turmas
divididas nos três turnos.
         O perfil de nosso vem mudando a cada ano e hoje sua necessidade maior é a
preparação para a entrada no mercado do trabalho e entrada nas Universidades.
         Atualmente nossa Diretora Geral é a professora Tânia Cristina dos Santos
Machado e Diretores Adjuntos professores Wilson, Luceli e Magaly.

Nossa Escola está situada em Engenheiro Pedreira – Japeri/RJ, em uma área de zona
urbana. É um espaço privilegiado, pois estamos em um CIEP e todos sabemos a
grandeza do espaço físico deste projeto e estamos trabalhando para bem ocupá-lo
com nossa comunidade escolar, através de projetos e ações inseridas em nossa proposta
pedagógica.
Nossos alunos tem a necessidade de um atendimento voltado para o ingresso nas
Universidades e incentivo a conclusão do Ensino Básico para acessibilidade ao
mercado de trabalho.
O município onde está inserida nossa unidade escolar tem o IDH muito baixo e
por isso muitos são os projetos tanto no âmbito Estadual quanto no Federal que
vem nos auxiliar e nos beneficiar

2.2.2.- Dados do município

Antes de se chamar Japeri, as terras onde hoje fica localizada nossa cidade foram
chamadas inicialmente de Engenho de Pedro Dias e logo em seguida de Belém e
faziam parte da grande sesmaria de quatro léguas contíguas e contínuas, na
freguesia da Sacra Família do Caminho Novo do Tinguá. Toda a área havia s
ido concedida a Inácio Dias Velho da Câmara Leme.
      Com sua morte, as terras foram divididas e couberam aos seus netos
Pedro Dias Macêdo Paes Leme, marquês de São João Marcos, as situadas à
oeste do rio Sant’Ana e, ao marquês de Quixeramobim, as situadas à leste do
mesmo rio. O primeiro núcleo de povoamento na área formou-se ao redor da
capela dedicada ao culto de N.S.a de Belém e Menino Deus. Com o correr dos
anos aquele pequeno núcleo rural, desenvolveu-se lentamente, transformando-se
num modesto povoado, após ali chegarem os trilhos da Estrada de Ferro
Dom Pedro II (RFFSA), cujo tráfego e estação foram inaugurados em 08 de
novembro de 1858. O governo provincial, para melhor atender à população
local, inaugurou em 1872, a primeira escola primária da então Belém.
      Dez anos depois, o local já despontava como um promissor núcleo populacional
do município de Nova Iguaçu. Em 28 de abril de 1952, pela Lei n.º1.472, a área
foi elevada à condição de distrito, ganhando finalmente o nome de Japeri. Mas
segundo dados do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil, o nome Japeri surgiu
a partir de janeiro de 1947, dado pelos bandeirantes paulistas, responsáveis por
sua fundação e que permaneceram em seu território por quase dois séculos. A
palavra Japeri é de origem indígena e denominava uma planta semelhante ao
junco, que flutuava nos pântanos da região.
      Com a erradicação das lavouras cafeeiras no final da década de 60, o
fluxo migratório se acentuou, constituído de ex-colonos vindo do sul do Espírito
Santo, Norte Fluminense e Zona da Mata de Minas que vinham em busca de
trabalho e melhores condições de vida. Com mais de 100 mil habitantes,
servindo de cidade-dormitório, onde a média salarial girava em torno do mínimo.
     A partir de 1989, o município de Nova Iguaçu passou a ter 13 SubPrefeituras,
e no 6º distrito foram criadas duas delas: Japeri e Engenheiro Pedreira. Por esta
razão e por estarem politicamente constituídas em um único distrito, surgiu o
primeiro movimento de emancipação, com vistas ao desenvolvimento da cidade.
     Anteriormente, houve a tentativa de anexar o 6º distrito de Nova Iguaçu ao
Município de Paracambi. Em seguida, foi efetuada uma nova tentativa de emancipar
o 2º e o 6º distrito: Queimados e Japeri, respectivamente. Uma terceira tentativa
com o mesmo objetivo foi contida por uma liminar do Tribunal Superior Eleitoral,
que vetava a criação de novos municípios.
     No plebiscito realizado em 30 de junho do ano de 1991, Japeri conquistou
sua independência Político-administrativo, emancipando-se de Nova Iguaçu,
com base na lei n.º1.902, de 02 de dezembro de 1991.
     A emancipação consolidou-se em 01 de janeiro de 1993, com solenidade
altamente concorrida e prestigiada pelas autoridades locais e dos municípios vizinhos.
     O primeiro prefeito foi Carlos Moraes Costa, que exerceu o poder de 1993 a
1996. A população japeriense elegeu então o prefeito Luis Barcelos, que ficou no
cargo de 1997 a 2000. No ano seguinte Carlos Moraes venceu novamente as
eleições e iniciou seu segundo mandato na administração da cidade. Em 2005,
Bruno Santos Silva, assumiu a prefeitura, permanecendo no cargo até o ano
passado, quando o atual prefeito Ivaldo Barbosa dos Santos conquistou sua
brilhante vitória nas eleições municipais, iniciando seu governo em janeiro desse ano.

2.2.3 – A Proposta do Projeto Político da Escola

O Projeto Pedagógico (PP) da escola hoje está inserido num cenário marcado
pela diversidade.
A autonomia e a gestão democrática da escola fazem parte da própria natureza
do ato pedagógico. A gestão democrática da escola é, portanto, uma exigência
de nosso PP. Desta forma este se justifica na busca de soluções democráticas
para as necessidades da nossa Comunidade Escolar, visando oferecer Educação
de Qualidade comprometida com o desenvolvimento pleno do alunado, com identidade
própria capaz de transformar sua realidade.
         Não há mais lugar, hoje, para valores, comportamentos e verdades que
distanciam a escola do que se espera dela: ensinar aos alunos a aprenderem com
prazer e competência.
         A sociedade atual exige que a escola esteja em sintonia com a vida para
que ambas possam crescer juntas. Articular escola e vida cidadã implica na
mudança de paradigmas e de relações. É o que pretendemos com a implementação
deste projeto, pois estamos “BUSCANDO A PERMANÊNCIA DO ALUNO
NA ESCOLA E A QUALIDADE NA EDUCAÇÃO”. 
É preciso renovar: práticas, ideais, sentimentos, pensamentos, posturas, valores
e finalidades. Propomos assim, a transformação da realidade a partir da renovação.
Este documento propõe a transformação desta realidade incentivando a pesquisa,
promovendo reflexões, ações, práticas de inclusão, leitura crítica e a garantia do
desenvolvimento da autoestima positiva de todos os indivíduos empenhados na
realização do projeto.
Para a evitar a evasão escolar e a repetência torna-se imprescindível o envolvimento
de toda comunidade escolar. A comunidade escolar precisa estar presente para se
apropriar de algo que pertence a ela, se tornado sujeito da transformação e não
mero espectador. As dificuldades só poderão ser vencidas com alianças e
cumplicidade de todos os envolvidos no processo.   
         Todos os envolvidos no processo de renovação devem estar preparados
e disponíveis para se avaliarem e/ou em equipe, atualizando os objetivos,
discutindo alternativas, visando sempre à melhoria do processo.
Buscamos um mundo de qualidade. Acreditamos que o ponto de partida
desta busca encontra-se nos sonhos. É preciso sonhar. Sonhar com um mundo melhor,
com uma educação de qualidade.  Contudo, é preciso juntar objetividade e sonho,
para que o sonho se torne realidade, pois a Educação que queremos é justa, social,
democrática, participativa para a construção do homem, ser social, com valores
sociais e humanos que possibilitem o respeito à vida e uma busca constante,
cada vez maior, de elevação do homem enquanto ser do mundo. Enfim a pessoa
é nosso objetivo. A formação ou construção de um cidadão consciente de si mesmo,
do espaço que ocupa no mundo, daquilo que é no momento, do espaço que
ocupa no mundo e daquilo que pretende ser. Um cidadão com competência e,
sobretudo com amor.
         O processo de construção de nosso Projeto Político Pedagógico vem
acontecendo desde o ano de 2000. Ao passar dos anos o aprimoramento vem
sendo feito de forma anual.
         Para atender nosso Tema Gerador que é a CIDADANIA e o eixo temático
que é resgatar a cidadania este projeto começou a ser idealizado no decorrer do
ano de 2009. Todas as experiências foram analisadas e bons projetos surgiram.
A análise dos dados relativos ao índice de aproveitamento dos alunos foi relevante
para a escolha dos subprojetos que irão fazer parte deste PP.
Nosso aluno faz parte de um mundo globalizado e por isso as novas tecnologias
estão presentes no seu dia-a-dia fazendo com que a escola e todo corpo docente
interaja com esse novo saber e desta forma ganhe a confiança de nosso jovem
facilitando o processo de troca de aprendizagem.
         Por fazermos parte de uma instituição pública participamos de muitos projetos
ligados as Redes Estaduais e Federais norteando nosso trabalho na busca da
qualidade de ensino e melhoria do IDEB da escola.
         Partindo por este ponto de vista projetos voltados para as áreas de
Língua Portuguesa e Matemática são mais reqüentes, não deixando de lado ao
outras áreas do saber.
         Pensando em diminuir a evasão escolar surgiram os projetos ligados
à prática dos esportes estimulando a competição saudável.
         Para aproveitar o grande espaço físico que nossa escola oferece surgiram
os projetos ligados a terra, como a horta escolar.
         E não esquecendo da comunidade do entorno e pais de nossos alunos
oferecemos projetos, tais como: hidroginástica para terceira idade e natação
para os jovens.
         Cada subprojeto foi elaborado com o apoio do profissional da área e do
coletivo da comunidade escolar em reuniões ocorridas durante o ano letivo de
2009 e início de 2010.

2.2.4 – MARCO REFERENCIAL
        
Queremos um mundo onde o homem se veja como transformador do planeta, consciente desta missão e com passos firmes e rumo certo.
Buscamos uma sociedade justa, solidária, com oportunidades de trabalho, lazer,
saúde, com uma educação eficaz, isto é, com uma aprendizagem significativa.
Queremos ajudar a formar cidadãos críticos, atuantes, responsáveis e conscientes
de seus direitos e deveres para que possam buscar uma melhor qualidade de vida.
Conforme a atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de acordo com
o art. 22, “ a educação básica tem por finalidades desenvolver o educando ,
assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e
fornecer-lhe os meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores”.
Quanto ao Ensino Médio, etapa final da educação básica, dentre suas finalidades
citamos o inciso III do art. 35, ao “ aprimoramento do educando como pessoa
humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual
e do pensamento crítico”. Para isto, é necessário desenvolver valores indispensáveis
para o bem viver na sociedade como: solidariedade, amor, união, respeito às
diferenças e desigualdades individuais e sociais.  
Pretendemos formar cidadãos que possuam postura desafiadora, investigativa, criativa,
positiva e ousada frente à vida, antenados com o mundo, fazendo da ética seu
estandarte e da participação sua arma na construção da sociedade que idealizamos.
O homem como agente transformador precisa ser responsável pelos seus atos,
para que possa buscar o crescimento social e assim, se renovando, terá condições
de renovar sua realidade visando construir um mundo melhor.
         No mundo atual existe uma necessidade de acompanhar as novidades
políticas, econômicas, sociais e tecnológicas. Cada indivíduo precisa estar inserido
no atual sistema econômico que é a Globalização.
         As mudanças são rápidas, precisamos (professores, alunos e pais)
acompanhar estas mudanças na mesma velocidade.
         É na escola, onde encontramos várias cabeças pensantes e futuros
pensadores que precisamos despertar para este novo processo mundial.
         A preocupação maior é a formação de um cidadão consciente, crítico
e preparado para o mercado de trabalho. A educação escolar é o caminho para este
objetivo. Nas nossas escolas, na educação brasileira, existe uma idéia de
“modernidade democrática”, que não existe.
         Pedem aos professores que se trabalhe a realidade do aluno, mas na
hora do concurso público, do vestibular, é o estudo tradicional que se destaca.
         Existe uma necessidade muito grande de mudanças na educação, uma
política educacional de primeira linha para todas as classes sociais, professores
bem preparados, alunos estimulados e uma família participante.
         Para iniciarmos a caminhada devemos atentar para a disciplina funcional, estarmos s
empre solícitos e unidos para o bom andamento do serviço. Visando a melhor forma
de trabalhar para que todos se beneficiem. Cada um respeitando o seu papel profissional
e de acordo com sua função. Precisamos de harmonia, compromisso, união, condições
materiais e psicológicas para melhor executar nossos trabalhos.
         Não podemos esquecer que nossos alunos estão em meios familiares onde os pais
não têm muito controle sobre seus filhos, ou estão ausentes devido à necessidade de trabalho.
         A problemática das drogas lícitas e ilícitas é uma crescente em nossa Unidade
Escolar, uma capacitação para o grupo a fim de dar suporte ao aluno faz-se necessária.
Juntamente a esta ação devemos integrar a família neste contexto para amenizar as causas que
levam o adolescente a esta realidade.
         Para amenizar isto devemos proporcionar meios que levem os alunos a descobrir
seus talentos, habilidades, fortalecendo a auto-estima (através de dinâmicas, apresentações etc.).
         Trabalhando sempre em nossos alunos o respeito aos direitos e deveres com relação
aos funcionários, professores e a eles mesmos.
         Promovendo meios de integrar a comunidade. (Aulas diversas, esporte, artesanato, etc.).
         Assim sendo, desenvolver uma gestão facilitadora, para que as propostas tenham
seus objetivos alcançados.
3. OBJETIVOS

Mobilizar os integrantes da comunidade escolar para a realidade da escola.
Sensibilizar as famílias para a necessidade da integração com a escola e do diálogo com
o jovem.
Criar meios de união entre família x escola x jovem a fim de proporcionar um ambiente de
prevenção e esclarecimento.
Buscar parcerias com a Secretaria Municipal de Saúde para promovermos palestras de
informação.
Pesquisar ONGs que trabalhem com este assunto para auxiliar na campanha de prevenção.
Apresentar vídeos esclarecedores.
Montar um painel ilustrativo e informativo sobre a diferença entre as drogas lícitas e ilícitas.
Organizar um folder de prevenção e criar uma campanha de prevenção no entorno escolar.

4. METODOLOGIA
O público-alvo de nosso projeto será toda a comunidade escolar.
Será utilizado o espaço das salas de aula para trabalhos com os alunos e o auditório para
oficinas, palestras e reuniões.
Os materiais necessários são:
Data-show;
Computador;
Filmes (os vídeos oferecidos durante o curso e Meu nome não É Johnny (EM));
Papel (para o mural e folders);
Tesoura, cola, figuras ilustrativas, impressora, livro ata (para registrar as reuniões).
            Como recursos humanos teremos:
Professores;
Enfermeiros;
Palestrantes;
Integrante do Conselho Tutelar;
Médicos;
Ex-drogados.
As atividades desenvolvidas serão:
- reuniões de mobilização e sensibilização da comunidade escolar;
- apresentação de vídeos;
- palestras;
- criação de mural;
- preparação do folder;
- divulgação do material confeccionado.
           
            Não teremos custos, pois o usaremos o material disponível na escola e os palestrantes serão através de parceria entre a Secretaria Municipal e ONGs.

Mês
Atividades









10º

11º
Reuniões com a comunidade escolar










Sensibilização da família










Integração família x escola x jovem










Buscar parcerias










Pesquisa de ONGs










Apresentação de vídeos










Palestras






















































CRONOGRAMA

Painel










Criação do folder










Distribuição dos folders













































5. Considerações Finais

Esperamos contribuir para a formação dos nossos alunos capacitando professores 

através do curso SENAD - Prodequi - UnB – CEAD Curso de Prevenção do Uso de

Drogas para Educadores das Escolas Públicas, oferecendo integração escolar, reuniões,

palestras e material de prevenção.

Criar um elo integrador entre comunidade escolar e família é um ponto primordial e
fazer parcerias com a finalidade de trazer profissional especializados para palestras
sérias e comprometidas com a causa.
Integrar as atividades com todas as disciplinas da escola, pois por ser um tema que
aborda um problema social possibilita pontos em todas as áreas do currículo.

6- Referências
AGUILAR, M. J. Avaliação de serviços e programas sociais. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1995.
FRITZEN, S. J. Exercícios práticos de dinâmica em grupo. Petrópolis: Vozes, 1994. v. 1, v. 2.
IOZO, R. Cem jogos para grupos. São Paulo: Summers, 1996.
LAVILLE, C.; DIONNE, J. A construção do saber: manual de metodologia da pesquisa em ciências humanas.Porto Alegre: Artmed/UFMG, 1999.
MINAYO, M. C. S. (Org.). Pesquisa social. Teoria, método e criatividade. 6. ed. Petrópolis: Vozes, 1996.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e AIDS. Manual domultiplicador: adolescente. Brasília: Ministério da Saúde, 1997.
______. Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e AIDS. Manual do multiplicador:prevenção às DST/AIDS. Brasília: Ministério de Saúde, 1996.
MONTEIRO, R. F. Jogos dramáticos. São Paulo: Ágora, 1994.
MOURA, M. L. de.; FERREIRA, M. C.; PAINE, P. A. Manual de elaboração de projetos de pesquisa. Rio de Janeiro: UERJ, 1998.
THIOLLENT, M. Metodologia da pesquisa-ação. 8. ed. São Paulo: Cortez, 1998.
UNIFESP. Centro de Informações Sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID). Livreto informativo sobre drogas psicotrópicas. São Paulo: OBID, 2003.
DE CICCO, L. H. S. Saúde animal: alcoolismo, vício, delírio e morte. Disponível em:
line.com.br/alcool.htm>. Acesso em: 5 jun. 2006.

Um comentário:

  1. o PROJETO NÃO DIZ MUITO DA PROPOSTA EM FOCO O COMBATE DAS DROGAS.... FALOU MUITO DA HISTÓRIA DA ESCOLA.

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