terça-feira, 25 de maio de 2010

TERCEIRA OFICINA DA LÍNGUA PORTUGUESA

      Objetivo: Identificar no corpo do jornal um artigo de opinião e analiza-lo.

      Cada grupo recebeu um jornal e uma relação de perguntas e depois de ter escolhido o artigo de opinião deveriam responder o questionamento debatendo com o grupo. Esta aula ocorreu na biblioteca da escola.
1) Qual é a questão polêmica que o artigo discute?
2) Como o autor a retoma em seu texto?
3) Como se refere ao debate de que pretende participar?
4) Para que tipo de leitor ele se dirige?
5) Que aspectos do texto remetem a esse leitor?
6) Que posição, ou tese, o autor defende?
7) Que argumentos são utilizados para defender e / ou fundamentar essa tese?
8) Em que veículo o texto foi publicado?
9) É bastante conhecido do público?
10) Que tipo de autor o escreveu?
11) Além do nome, há mais informações sobre ele?
12) Qual é o assunto principal abordado pelo texto?
13) É atual ou ultrapassado em relação a data de publicação?
14) Parece relacionado a alguma notícia do mesmo período?
15) Que importância esssas informações podem tem para o leitor?
16) Com que finalidade esse assunto é abordado?


SEGUNDA OFICINA DA OLIMPÍADA DE LÍNGUA PORTUGUESA

      Objetivo: Analisar o artigo de opinião sugerido pelo manual da Olimpíada.

Internet e eleições

Joaquim Falcão
Especial para a Folha de S. Paulo

      Nas últimas eleições, a Justiça não permitiu internet na campanha eleitoral. Agora, o Senado permitiu. A Câmara dará a palavra final até o dia 3 de outubro. As eleições nunca mais serão as mesmas. Por múltiplas razões. Primeiro, o eleitor estará mais mobilizado e proativo.
      Jornais, revistas, rádio e televisão estabelecem comunicações de mão única. Deles para os eleitores. A internet é comunicação de mão dupla. Ou tripla. Dos eleitores com os candidatos, com os meios de comunicações e sobretudo entre si. Aliás, todos entre si. E, como o projeto não estabeleceu qualquer restrição às redes sociais — Orkut, Facebook, MySpace, UolK, Twitter —, nessas redes a campanha já começou. Não é preciso o cidadão esperar convenções de partidos ou escolha de candidatos.
      Uma consequência do cidadão mais proativo (sic) é que deverão aumentar as denúncias infundadas contra candidatos e partidos, bem como as defesas apaixonadas. Aumentarão as mentiras e os desmentidos. Todos ficarão mais expostos. Como a difusão é imediata, podem chegar a milhares e milhões de eleitores, o dano ou benefício é também imediato.
      Para os casos de injúria, calúnia e difamação haverá sempre o recurso da ida à Justiça. Que será sempre insuficiente. Porque é sempre a posterior. Quem terá que distinguir a mentira da verdade eletrônica será o próprio eleitor. A disputa ocorrerá na própria internet.
      De blogs contra blogs. De site contra site. De rede contra rede. A internet é uma arena. Um longo aprendizado da cidadania responsável está apenas começando. É verdade que rádio e televisão atingem mais brasileiros do que a internet. E que ainda é pequeno o uso da internet em casa. Mas o crescimento da internet é o maior de todas as mídias. A tendência é crescente e inevitável. Em julho, o número de usuários cresceu cerca de 10% em relação a junho. De 33 milhões para mais de 36 milhões.
      Sem contar as lan houses. A liberação da internet terá consequência de mão dupla: aumentará a participação dos cidadãos nas eleições e ao mesmo tempo estimulará mais usuários no dia a dia da internet. Segundo, é que o voto do eleitor jovem vai crescer em importância. Eles são quem mais usa internet. Representam mais do que 20% dos eleitores.
       A internet deve estimular a inclusão do jovem na política. Seus valores e interesses referentes, por exemplo, a sexo, família, ecologia e cultura são diferentes. Os jovens são mais atingidos na oferta e redução de emprego. Partidos e candidatos terão que ter propostas específicas para eles.
Terceiro, o uso da internet como infraestrutura para o financiamento popular do candidato e do partido também deve crescer. Não instantaneamente, é claro. Mas a internet agiliza a doação individual eletrônica através de transações bancárias, contas de telefone e cartões de créditos. São doações mais fáceis, rápidas, legais e de maior controle pela Justiça.
      Esse foi o diferencial decisivo na campanha de Obama. Sua campanha custou US$ 744,9 milhões, dos quais US$ 500 milhões arrecadados via internet.
      A contribuição média foi de US$ 77 por cidadão. Ou seja, R$ 145. O peso relativo das doações de campanha das empresas deve cair. Com microdoações pulverizadas, os candidatos estarão menos dependentes de um grupo, ou daquela empreiteira.
      Sem falar que será difícil a Justiça controlar a interferência ilegal de sites localizados em outros países. A internet é global. O risco, pequeno talvez, é de exportar a campanha eleitoral, para sites globais onde a lei brasileira não chega.
      Até agora o Senado manteve a liberdade mais ampla, a não ser para sites empresariais, onde, em nome da imparcialidade, limitou a propaganda em sites de pessoas jurídicas, que não sejam provedores de internet e de informações ou sites de pesquisa, e em sites de órgãos governamentais. E regulou também o acesso aos debates.
      O desafio maior da lei ao regular os meios de comunicação na campanha eleitoral é justamente este: por um lado, manter a experiência brasileira de sucesso de controlar a participação excessiva do poder econômico e do poder dos governos nas campanhas. De outro, assegurar voto livre e liberdade de expressão a todos.

Folha de S. Paulo, Brasil, 17/9/2009.
Disponível em .
Joaquim Falcão é professor de direito.
 
1) Em que veículo o texto foi publicado?
2) É bastante conhecido do público?
3) Que tipo de autor o escreveu?
4) Além do nome, há mais informações sobre ele?
5) Qual é o assunto principal abordado pelo texto?
6) É atual ou ultrapassado em relação a data de publicação?
7) Parece relacionado a alguma notícia do mesmo período?
8) Para que tipo de leitor o artigo se dirige?
9) Que importância essas informações podem ter para esse leitor?
10) Com que finalidade esse assunto é abordado?
11) Considerando que se trata de textos argumentativos, que idéia ou tese o autor parece defender? Com que argumentos?

quarta-feira, 12 de maio de 2010


Senado libera internet na eleição, mas limita debate

Fábio Zanini

Após recuo do relator da nova Lei Eleitoral, Eduardo Azeredo (PSDB-MG), o Senado aprovou ontem, em votação simbólica, a liberação da cobertura das campanhas pela internet, mas com uma exceção relativa aos debates.

Apesar de não serem concessão pública, sites e portais de internet terão de seguir as regras estabelecidas para debates organizados por rádios ou TVs: ao menos dois terços dos candidatos precisarão ser chamados, entre eles os pertencentes a partidos com dez parlamentares no Congresso ou mais.

O texto final aponta para duas direções distintas. Ao mesmo tempo em que estabelece regra para os debates na internet, assegura, em outro trecho, que "é livre a manifestação do pensamento, vedado o anonimato durante a campanha eleitoral, por meio da rede mundial de computadores - internet -, assegurado o direito de resposta".

Este texto foi aceito por Azeredo no último momento, após intensa pressão de diversos senadores. A versão inicial do tucano previa punições para sites que expressassem favorecimento a algum candidato, mas sem definir o que seria isso, abrindo brecha para censura.

A matéria agora volta para a Câmara, onde ainda poderá ser alterada pelos deputados. Ela tem que seguir depois para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ser publicada até 2 de outubro para valer para a eleição do ano que vem.

Em razão da incoerência sobre a internet, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) votou contra o texto final. "Não tem sentido colocar restrições ao debate se a internet foi liberada. É uma exigência descabida", declarou o petista.

Azeredo, por ser relator, teria poder de ajustar a incongruência na redação final, mas não fará mudanças. "Está garantida a liberdade da internet, é o que importa. Não há mais como mudar o mérito do texto."

Outras mudanças aprovadas ontem dizem respeito à realização de eleição direta sempre que houver a cassação de mandatos de governadores e prefeitos pela Justiça Eleitoral.

O Senado aceitou incluir a regra no projeto de lei da reforma, rejeitando a alternativa colocada: eleição indireta, por Assembleias e Câmaras Municipais, do sucessor do titular do cargo que perder o mandato na metade final - ou seja, a partir do terceiro ano.

Agora, a eleição direta ocorrerá em qualquer momento do mandato, mesmo que faltem poucos dias para sua conclusão. Por isso, segundo a Folha apurou, deve haver nova mudança na Câmara dos Deputados.

Outras mudanças foram a exigência de que sejam apresentados os currículos na hora de registrar a candidatura, e a permissão para que os sites de partidos possam continuar no ar até o dia da eleição.

Na semana passada, uma emenda do senador Pedro Simon (PMDB-RS) colocou que candidatos devem ter "reputação ilibada", mas sem definir os critérios que mediriam essa exigência.

Foram rejeitadas duas emendas do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) que davam mais transparência à prestação de contas eleitorais.

Uma delas exigia a divulgação dos nomes dos doadores ainda durante a campanha. Outra dava mais clareza à chamada "doação oculta", determinando quais os candidatos foram beneficiados por contribuições feitas por pessoas físicas ou jurídicas direcionadas aos partidos.

Hoje, a doação é feita ao partido, que a repassa ao candidato, perdendo-se o vínculo direto entre doador e beneficiado. Também foi rejeitada emenda de Álvaro Dias (PSDB-PR) que permitia a volta dos outdoors para campanhas majoritárias.

Foram recusados a impressão de 2% dos votos eletrônicos e o voto em trânsito para presidente, conforme havia sido incluído pela Câmara.

Folha Online, 16/9/2009. Disponível em .
 
 
 
      Em grupo os alunos responderam as seguintes questões:
 
1) O que significa a expressão "Por uma internet controlada"?
2) Que relação existe entre o controle da internet e as eleições que ocorrerão em 2010?
3) É possível dizer que uma das estratégias argumentativas usadas pelo chargista é a ironia?
4) A charge foi publicada na seção "Opinião" do jornal Folha de S. Paulo. Por quê?
5) Qual a relação entre o texto e a charge?

Estas atividades fazem parte da primeira parte desta oficina.

      O gabarito abaixo é fruto da seleção das respostas dos alunos na realização desta oficina.

1- Os alunos fizeram referência a ironia que contém a charge e colocaram que a mesma é um protesto em relação ao controle da Internet nas eleições.

2- Esta questão não foi bem interpretada pelos alunos, mas as melhores respostas alegam que a relação existente é a liberação da Internet nas campanhas eleitorais de 2010 e que para isso algumas regras devem ser respeitadas.

3- Sim, pois não tem sentido colocar restrições ao debate se este acontecerá na Internet.

4- Por que a charge é um meio do chargista expressar sua opinião.

5- A charge faz uma crítica da notícia retratada no texto.








quinta-feira, 6 de maio de 2010

OLIMPÍADA DE LÍNGUA PORTUGUESA E ALMANAQUE DA REDE

      Objetivo: Trabalhar uma notíca de jornal e identificar a situação conflito e debater o assunto. Conhecer o site do almanaque na rede.

      Primeira oficina da Olimpíada de Língua Portuguesa através da notícia abaixo. Os alunos debaterão o assunto e farão a exposição de suas opiniões sobre esta situação, pois de um lado temos o agredido e sua família e do outro os agressores, suas famílias e a escola. O que pode ser feito para resolver o caso de forma pacífica?
Menino de 9 anos é internado após agressão em escola

Agência Estado

      O menino Marco Antônio, de 9 anos, foi agredido por cinco garotos da mesma faixa etária dentro da sala de aula e na saída de uma Escola Estadual, anteontem, numa cidade próxima à região de Ribeirão Preto (SP). Devido à agressão, ele foi internado e passou por exames de tomografia e ressonância magnética em Ribeirão Preto. Marco terá alta hospitalar amanhã e usará colar cervical por 15 dias.
      Segundo a mãe, de 27 anos, o filho sofre com as brincadeiras de colegas porque é gago. Após a agressão na escola, ele não mencionou nada em casa. Dentro da sala de aula (3ª série), ele foi atingido por um soco, um tapa e um golpe de mochila. Na saída da escola, a inspetora o mandou sair pelos fundos, mas os agressores perceberam e o cercaram, desferindo socos e chutes em seu corpo.
      Na manhã de ontem, Marco acordou com o pescoço imobilizado. A avó o levou à escola e os cinco agressores foram mandados para casa pela direção. Revoltada, a mãe quer processar a escola e ainda retirar os três filhos de lá - Marco é o mais velho dos irmãos. A delegada Maria José Quaresma, da DDM, disse que cinco garotos foram identificados e serão ouvidos nos próximos dias.
      O caso, registrado na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), será investigado e passado à Curadoria da Infância e da Juventude. A Secretaria Estadual da Educação informou que foi aberta uma apuração preliminar para averiguar a denúncia de agressão entre alguns alunos da escola. "Caso seja constatado que o fato aconteceu dentro da escola, o Conselho Escolar vai definir as medidas punitivas em relação aos estudantes, como, por exemplo, a transferência de unidade", disse a nota da Secretaria.

Agência Estado, 18/9/2009. (Para uso neste Caderno, os nomes, assim como outras informações que possam identificar os envolvidos, foram substituídos ou suprimidos).     

  RESULTADO DOS DEBATES REALIZADOS PELOS GRUPOS DAS TURMAS 2001, 2002 E 2003 REFERENTE A PRIMEIRA OFICINA DA OLIMPÍADA DE LÍNGUA PORTUGUESA



Os alunos que participaram da oficina chegaram à conclusão de que seria necessário um apoio psicológico para os dois lados deste conflito. Pois tanto o agredido quanto os agressores necessitam de uma atenção especial.

O debate em sala gerou algumas discussões. Uns acharam que os agressores precisariam de castigos mais severos. Outros disseram que não basta mudar de escola, pois estariam mudando o problema de lugar.

Falaram com relação à falta de respeito nas escolas. Pensaram até na possibilidade de uma campanha de conscientização.

Chegaram à conclusão de que um debate bem resolvido com uma boa argumentação gera boas propostas para solução dos problemas.

Os alunos concluíram que o motivo da agressão foi à gagueira.

Nas conversas entre os grupos ficou claro que as agressões inicialmente eram verbais e isto foi crescendo pelo fato do menino agredido não procurar ajuda para se defender das acusações e o grupo acabou partindo para a agressão física.

Citaram como outros casos de preconceito o racismo, a discriminação pela altura, pelo peso, pela classe social etc.

Entre outros conceitos falaram que o preconceito é a intolerância pelo diferente.

Levantaram questionamentos, tais como: “Vale a pena o preconceito?”, “Por que tanta violência?”, “Por que o padrasto colocou agulha no menino?”, “Por que a menina matou o pai?”, Achamos que todos estes absurdos acontecem por faltar amor no coração das pessoas, o afeto, o carinho pelos outros.

Finalizando o debate disseram que os pais deveriam fiscalizar mais o que os filhos vêem na televisão, dar mais atenção a eles para que estes sintam-se amados. O ideal é se houver bom senso dos pais e rever algumas atitudes para mostrar o respeito ao próximo.


No laboratório de informática os alunos visitaram o site do almanaque na rede e orientados a escrever no jogo dos diálogos.